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Cláudio Osti

Beto Richa x Flávio Arns: a Fundepar como tema

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Do Contraponto (por Ruth Bolognese) – O ponto alto do debate da Gazeta do Povo, como diria o colunista social, entre o ex-governador Beto Richa (PSDB) e seu ex-vice Flávio Arns, (REDE), ambos candidatos ao Senado, foi a recriação da Fundepar (Fundação Paranaense de Desenvolvimento Educacional).

Falar em Fundepar, para Beto Richa, é comentar a dimensão da corda em casa de enforcado. Foi gerado ali o maior escândalo de corrupção do governo, onde o diretor, Mauricio Fanini, amigo pessoal do ex-governador, acabou preso e cada vez que abre a boca no acordo de delação premiada, provoca um terremoto.

O Ministério Público trabalha com desvio de R$ 30 milhões das escolas públicas para a campanha de reeleição de Beto Richa, através de malfeitos envolvendo seus principais assessores e deputados aliados.
O candidato Flávio Arns, sempre tão amável, jogou o assunto no debate, e o efeito foi de uma gota de nitroglicerina. Arns , que além de vice-governador, era secretário de Educação na época, afirmou que Maurício Fanini foi indicação direta do gabinete do governador Beto Richa. E Richa retrucou dizendo que Maurício Fanini era diretor e tinha um chefe, o superintendente da Fundepar, Jaime Suniê Neto, este indicado por Arns.

No final das contas, é lógico que nem o governador Beto Richa, nem seu oponente, Flávio Arns convidariam Maurício Fanini para jantar. E ele nem iria porque está preso.

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