Bolsonaro vai ter que negociar muito para administrar

Na campanha os candidatos prometem tudo e mais um pouco. Mas não dizem para a população que para realizar seus projetos não podem fazê-lo no canetaço. Precisam aprová-los na Câmara Federal e no Senado.

Houve uma renovação muito grande tanto no Senado quanto na Câmara. O plenário do Senado será composto, por exemplo, por 21 partidos diferentes. No caso do Paraná, são dois novos senadores – apesar de um deles, Flávio Arns já ter sido senador há alguns anos.

Na Câmara serão 30 partidos. Ou seja, serão longas as negociações. Entre os possíveis integrantes da oposição a Bolsonaro estão

  • PT – 56
  • PSB – 32
  • PDT – 28
  • PSOL – 10
  • PCdoB – 9
  • PROS – 8
  • PV – 4
  • Rede – 1

Ao lado do novo governo vão estar:

  • O PSL, partido de Jair Bolsonaro, que aumentou de 8 para 52 deputados. Até agora é a segunda maior bancada da Câmara, mas pode crescer com a adesão de deputados eleitos por partidos que não cumpriram a cláusula de barreira;
  • O PTB, com 10 deputados eleitos
  • E o PSC, com 8 deputados.

O “Centrão”, que reúne muitos partidos, também vai ser decisivo:

  • DEM – 29
  • Progressista – 37
  • PSD – 34
  • PR – 33
  • PRB – 30
  • Solidariedade – 13

Analistas afirmam que o PPS, com 8 deputados, o MDB, com 34 e PSDB, com 29 vão ser o fiel da balança.

Na avaliação do analista político Juliano Griebeler, Bolsonaro vai ter que negociar com os partidos de centro para conseguir apoio.

“Ele vai ter que negociar com os demais partidos, com os partidos de centro, para conseguir construir esse apoio. Ter a capacidade de aprovar uma PEC, uma emenda constitucional, mas ele não vai conseguir fazer isso sem, de fato, negociar com as demais lideranças partidárias”, disse.

A frente parlamentar da agricultura, que tinha 218 deputados, reelegeu 99 e pode receber novas adesões quando começar a nova legislatura, em fevereiro do ano que vem.

A evangélica calcula que pode chegar a 98 deputados. E a bancada da segurança pública, conhecida como bancada da bala, a 123 parlamentares.

É com o apoio dessas bancadas que Jair Bolsonaro conta para tentar aprovar pautas como redução da maioridade penal, mudanças no estatuto do desarmamento, facilitar as licenças ambientais, impedir a liberação do aborto, entre outros temas polêmicos.

Senado

No Senado, 17 senadores de 4 partidos vão formar oposição a Jair Bolsonaro:

  • PT – 6
  • Rede – 5
  • PDT – 4
  • PSB – 2

Ele deve ter o apoio de pelo menos 20 senadores:

  • PSL – 4
  • Progressista – 6
  • DEM – 6
  • PTB – 3
  • PSC – 1

Dependendo dos temas em discussão pode ter o apoio do MDB, com 12 senadores, do PSDB, com 8 e do PPS com 2. Na avaliação do analista político Juliano Griebeler, no Senado a fragmentação é mais igualitária.

“No Senado a gente tem uma fragmentação um pouco mais igualitária entre quem são os partidos de apoio ao bolsonaro, a oposição e os partidos que por enquanto independentes, mas uma vez que as negociações forem feitas, eles podem declarar apoio a um lado ou outro”, disse.

*Com informações do G1

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2 Comments

  1. Dick

    O governo neoliberal do capitão Bolsonaro vai reduzir taxas de importação… e ferrar a indústria nacional. Quá! Quá! Quá! O governo neoliberal do capitão Bolsonaro vai acabar com os negócios da China no Brasil… e ferrar exportadores brasileiros que negociam com a China (a China é comunista e Bolsonaro odeia comunista): produtores de açúcar, álcool, frango, carne, aço. Quá! Quá! Quá! O governo neoliberal do capitão Bolsonaro vai mexer na previdência mas vai manter os benefícios dos militares, dos juízes, dos procuradores… e ferrar bolsominions civis. Quá! Quá! Quá!

  2. Larousse

    Bolsonaro conseguiu ser eleito sem fazer acordos, sem tempo de TV, radio e marketing, apenas redes sociais e internet. Ele não precisa fazer trocas com partidos.

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