Crise aguda no Coritiba Foot Ball Club: 200 mil para a campanha de Gomide?

Por Augusto Mafuz/Paraná Online

Os coxas estão em crise. É indisfarçável o desconforto que as criticas de Marquinhos Santos criaram na diretoria e nos jogadores após o fracasso de Fortaleza. Quando uma situação como essa ocorre, em qualquer clube, a linha de confiança é rompida. É possível afirmar, então, que o projeto é resumido aos resultados dos próximos jogos.

Tudo o que está ocorrendo no Coritiba tem uma origem: a crise de autoridade. O presidente Bacellar por questões pessoais não pode assumir de fato o comando do clube, Ricardo Guerra afastou um pouco constrangido (e com razão) com algumas coisas que viu o que fortaleceu o grupo dos Pietruziello, que tem Macias e Mazuco, todos exercendo cargos em conflito de interesses, com o esvaziamento de Ernesto Pedroso. Só para o torcedor coxa ter uma noção das coisas, está o fato de que para contratar Ruy, meia do Operário, o clube contratou os serviços do agente e conselheiro Pietruziello. Bastaria um telefonema e pronto: Ruy viria correndo, sem intermediários.

E se não bastasse, coisas estranhas acontecem nos bastidores.

O Conselho Fiscal quer saber quem autorizou a diretoria a doar 200 mil reais para a campanha de Ricardo Gomyde, na eleição para presidente da Federação Paranaense de Futebol. E, se Macias reembolsou do clube do dinheiro da passagem executiva para Istambul e Oriente Médio, na viagem de turismo que fez com Alex.

Como se vê antes de qualquer coisa o Coritiba precisa acabar com excessos, e para isso precisa resolver quem manda.
A crise de autoridade explode no campo, pois o técnico e os jogadores sabem o que acontece. De repente, a razão fica com Marquinhos Santos. E quando o técnico fica com a razão, tem que ser demitido. E, aí, no caso do Coritiba, seria a pior coisa, pois teria que recomeçar em maio.

Vejam os coxas, o caso do Atlético.

Já está no seu terceiro técnico, e o Brasileiro sequer começou.

E por ter errado outra vez com Milton Mendes, logo terá que contratar o quarto técnico.

E no Furacão há também crise de autoridade. Não por falta, mas por excesso de autoridade de um só.

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