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Cláudio Osti

Sai Aldo Rebelo e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa entra no cenário como pré-candidato à presidência

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Sai Aldo Rebelo e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa entra no cenário como pré-candidato à presidênciaO ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa voltará ao centro do debate político nacional em 2026. O presidente nacional do Democracia Cristã, João Caldas, confirmou que Barbosa será lançado como pré-candidato à Presidência da República pela legenda nos próximos dias. Segundo ele, o ex-ministro “abriu o leque” para entrar definitivamente na política e seria um nome capaz de “pacificar o país”.

A decisão faz o partido retirar a pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo, anunciada no início do ano. De acordo com Caldas, o baixo desempenho de Rebelo nas pesquisas pesou para a mudança de estratégia. Em levantamento recente da Quaest, o ex-presidente da Câmara não pontuou na corrida presidencial.

Apesar do anúncio, esta não é a primeira vez que o nome de Joaquim Barbosa aparece como possível candidato ao Palácio do Planalto. O ex-magistrado já foi cortejado em outras duas eleições presidenciais, mas acabou desistindo de entrar na disputa.

Em 2018, Barbosa filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro e chegou a liderar conversas internas para concorrer à Presidência. Na época, aparecia com índices competitivos nas pesquisas e era visto como uma alternativa fora da polarização política. No entanto, desistiu da candidatura poucos meses antes das convenções partidárias. Oficialmente, o PSB informou que a decisão foi “estritamente pessoal”. Nos bastidores, aliados relataram desconforto do ex-ministro com o ambiente político, resistência à negociação partidária e falta de disposição para enfrentar uma campanha eleitoral tradicional.

O nome de Joaquim Barbosa voltou a circular em 2022. Novamente sondado por partidos e movimentos políticos, ele optou por permanecer fora da disputa. Em vez de lançar candidatura própria, declarou apoio ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno contra Jair Bolsonaro.

Indicado ao STF por Lula em 2003, Joaquim Barbosa permaneceu na Corte até 2014 e presidiu o tribunal entre 2012 e 2014. Foi justamente durante esse período que ganhou projeção nacional e se transformou em uma das figuras mais populares do Judiciário brasileiro.

Barbosa ficou conhecido principalmente por sua atuação como relator do julgamento do Mensalão, considerado um dos maiores casos de corrupção política da história recente do país. O processo terminou com a condenação de 25 dos 38 réus, entre eles o ex-ministro José Dirceu, o publicitário Marcos Valério e o então deputado Valdemar Costa Neto.

Durante o julgamento, Joaquim Barbosa ganhou fama pelo estilo duro, pelos embates públicos com outros ministros e pelas críticas à impunidade no sistema político. Em uma das frases mais marcantes do processo, afirmou que setores da sociedade tratavam o crime do colarinho branco com “benevolência”. Também protagonizou discussões acaloradas com o então ministro Ricardo Lewandowski, cenas que tiveram grande repercussão na televisão e nas redes sociais.

Outra característica que ajudou a consolidar sua imagem pública foi o perfil independente. Barbosa frequentemente evitava aproximação com partidos políticos e demonstrava resistência a acordos de bastidores, postura que o transformou em símbolo de combate à corrupção para parte do eleitorado.

Agora, mais de uma década após deixar o Supremo, Joaquim Barbosa volta a ser colocado como possível protagonista da política nacional. A diferença é que, desta vez, aliados afirmam que ele estaria disposto a transformar as antigas especulações em uma candidatura efetiva ao Palácio do Planalto.

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4 comentários

  • Zezinho da Silva

    Estou morrendo de rir da turma do partido Nem-Nem que começou a semana com orgasmos midiáticos diante da notícia do lançamento da candidatura a presidente do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. Ao final do dia, os sonhos da terceira via já devem ter se esvaídos. JB, que não é muito bobo, estabeleceu algumas condições para aceitar essa candidatura: apoio do eleitor (kkkkk) e e$trutura de campanha (kkkkk). PQP! Disse que só será candidato se o Democracia Cristã (Ninguém vai fundar o Democracia Laica ou, pelo menos, um Democracia Ateísta?) fizer aliança com outros partidos para ter dindim e tempo na TV. Gente! Esse micropartido não tem nem deputado federal eleito já que não atingiu a cláusula de barreira. A candidatura de JB é como o DC: um balão de festa junina murcho. Kkkkk

  • Renunciou até o STF

    Ele vai afinar pela terceira vez.

  • Jordão Bruno

    Pelo menos se espera que o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, não atue durante a campanha como linha descaradamente auxiliar do candidato bolsonarista, seja ele Flávio Bolsonaro ou qualquer outro que, eventualmente, venha a substituí-lo. De qualquer forma, é bom se lembrar de que Joaquim Barbosa gosta de fazer média com a elite antipetista. Não foi à toa que Joaquim Barbosa condenou José Dirceu sem provas, e quem disse isso foi Ives Gandra, jurista que nunca teve qualquer simpatia pela esquerda, ao contrário. Sem provas, Joaquim Barbosa se baseou na “teoria do domínio do fato”. Um desvirtuamento da aplicação dessa teoria segundo seu criador, o alemão Claus Roxin.

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