Holandeses avançam no cenário pós-pandemia e propõem um modelo econômico baseado no decrescimento

Instituto Humanitas Unisinos

Aparentemente a Holanda é o país que com mais força está tomando o desafio de reestruturar sua economia a partir do que nos vivemos no presente. Nesse contexto, 170 acadêmicos holandeses escreveram um manifesto em cinco pontos para a mudança econômica pós-crise da covid-19, baseado nos princípios do decrescimento:

1. Passar de uma economia focada no crescimento do PIB, a diferenciar entre setores que podem crescer e requerem investimentos (setores públicos críticos, energias limpas, educação, saúde) e setores que devem decrescer radicalmente (petróleo, gás, mineração, publicidade, etc.).

2. Construir uma estrutura econômica baseada na redistribuição. Que estabelece uma renda básica universal, um sistema universal de serviços públicos, um forte imposto sobre a renda, ao lucro e à riqueza, horários de trabalho reduzidos e trabalhos compartilhados, e que reconhece os trabalhos de cuidado.

3. Transformar a agricultura para uma regenerativa. Baseada na conservação da biodiversidadesustentável e baseada em produção local e vegetariana, ademais de condições de emprego e salário justas.

4. Reduzir o consumo e as viagens. Com uma drástica mudança de viagens luxuosas e de consumo desenfreado, a um consumo e viagens básicas, necessárias, sustentáveis e satisfatórios.

5. Cancelamento da dívida. Especialmente de trabalhadores e donos de pequenos negócios, assim como de países do Sul Global (tanto a dívida a países como a instituições financeiras internacionais).

5 thoughts on “Holandeses avançam no cenário pós-pandemia e propõem um modelo econômico baseado no decrescimento

  • 01/08/2020, 14:13 em 14:13
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    Os holandeses estão certos. Concordo com todos os pontos. Depois de chegar aos quase 55 anos vivendo de forma perdulária, hoje amargo o preço deste comportamento economicamente errado. Virei minimalista. Não precisamos de muito para viver e ser feliz!

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  • 02/08/2020, 14:19 em 14:19
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    Depois da ditadura, o presidente que realmente levou a sério a redistribuição de renda no Brasil foi condenado por um juiz político (que virou político ex-juiz), preso e impedido de participar de eleições exatamente para não continuar com essa conversa de redistribuição de renda, coisa de comunista no Brasil bolsonarista. No novo velho Brasil neoliberal (que está mais para neoescravocrata), esses holandeses com essa plataforma devem ser comunistas!!!

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    • 03/08/2020, 11:17 em 11:17
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      Desde Maurício de Nassau, lá atrás no tempo do Tratado de Tordesilhas, que os holandeses não tem interesse no Brasil. Modelo Europeu aqui tbm é chamado de comunista. E quem tacha as pessoas de comunista no Brasil atualmente são mais de esquerda do que os próprios esquerdistas. Quer algo mais transgressor, com viés de Che Guevara, do que se rogar de censurado, ter problemas com a lei e sair correndo para não irá para a cadeia. Muitos dizem abandono os pensamentos esquerdistas para ser um pai de família direito para não ter problemas com autoridades. Mas na prática não é o que se vê. Tem um Youtuber.de Londrina a quem essa carapuça serve perfeitamente. E ainda acham que estão fazendo um bem para o Brasil. Mas não passam de mordedores ávidos pelo caixa do povo. Não tenha dúvida disso.

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      • 03/08/2020, 21:32 em 21:32
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        Peraí, companheiro! Quem ensinou pra você que os holandeses, desde o Tratado de Tordesilhas, não têm interesse no Brasil? Amigo, se a Holanda não tinha interesse pelo Brasil, por que ela ocupou parte do Brasil Colônia? Eles ocuparam Recife em 1637 e só foram embora do território ocupado no país em 1654 porque foram expulsos durante a Insurreição Pernambucana, que durou nove longos anos. Mas os holandeses não saíram do Brasil de mãos abanando: receberam de Portugal uma boa indenização e duas colônias lá no cafundó do Judas. Outro detalhe: a Holanda estava, sim, de olho nos territórios que haviam sido divididos entre Portugal e Espanha pelo Tratado de Tordesilhas com a concordância da Igreja Católica. A Holanda era protestante e não concordava com a divisão das novas terras conquistadas ou a conquistar entre dois países católicos.

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        • 03/08/2020, 22:35 em 22:35
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          Grande Salomão. Até que enfim alguém com cultura geral mínima para uma discussão um pouco mais aprofundada – inclusive com citação de momentos históricos da colonização do Brasil – aqui nos comentários do blog, conhecido também como “onde a onça bebe água”. Vamos lá. Talvez tenha sido meio ríspido nas minhas palavras, afinal me empolguei quando vi seu comentário. Primeiramente, “quem me ensinou que os holandeses, desde o Tratado de Tordesilhas, não têm interesse no Brasil?”. Nos mesmos livros de história ou sites da internet que o municiaram com os argumentos que o senhor utiliza para me contestar. O Tratado de Tordesilhas é a lei de terras que prevaleceu no Brasil até a chegada da Coroa Portuguesa, capitaneada por Dom João VI, que veio parar nas nossas terras fugindo do inssurente Napoleão Bonaparte, que conquistara a Europa na sua segunda vez no poder. O Brasil Colônia durou entre 1500 e 1815 quando terminou o Período Colonial. Logo, a Holanda e seu interesse pelas terras do Pau Brasil compreendem, conforme suas próprias argumentações, o período colônia. A partir desta época, o predomínio é do interesse inglês que influenciou a abolição da Escravatura (1888) e a implantação da República (1889) cujas leis de regulação do comércio e da propriedade de terras foram oriundas do padrão da Inglaterra. Não acredito que você esteja equivocado, afinal a discussão é ampla e a Holanda teve sim outros momentos. acredito que seja um dos países mais interessantes da Europa. Mas o protagonismo, me desculpe a sinceridade, cabe a Portugal, como descobridor, Espanha que travou batalhas para adentrar em terras Americanas e a Inglaterra, responsável pela implantação de outro regime após a derrocada portuguesa. Aqui estou para ouvir outros argumentos, mas não acredito na Holanda como protagonistas nos interesses pelas terras tupiniquins! Embora seja interessante, não consigo enxergar nossos líderes assimilando tanta abertura de pensamento, mercado e costumes.

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