Londrina contra a impunidade

Ontem à noite, na Câmara de Londrina, promotores, policiais, políticos, jornalistas, representantes de entidades de classe, participaram de um debate sobre a corrupção e o combate ao crime organizado.

Ao final, foi elaborada a carta abaixo.

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DO TJ-PR

Ao senhor desembargador Paulo Roberto Vasconcelos, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná.

Visto que:

  1. A corrupção drena recursos importantes que deveriam ser investidos em setores essenciais como saúde, educação e oportunidades para todos;
  2. Em Londrina e região, casos de corrupção na Receita Estadual vieram à tona, por conta do trabalho incessante do Ministério Público, notadamente do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO);
  3. Muitos dos protagonistas desses casos estão envolvidos também com prostituição de crianças e adolescentes;
  4. A sociedade implora que casos assim não fiquem impunes;
  5. E, sobretudo, pela função constitucional do TJ em promover justiça;

Centenas de pessoas, profissionais de diversas áreas, diretores e representantes de sindicatos e entidades de classe, reunidos na noite de 16 de julho, na Câmara Municipal de Londrina, em debate aberto, democrático e apartidário, aprovaram esse manifesto em que reivindicam, de vossa parte, a nomeação de um juiz exclusivo para conduzir os processos referentes às operações Publicano 1 e 2 e Voldemort.

O juiz natural, neste no caso, é o da Terceira Vara Criminal, para a qual foram distribuídas as primeiras ações. Tal decisão é de extrema importância para que a Justiça tenha a agilidade necessária para evitar a prescrição das penas e a conseqüente impunidade – fator que desequilibra o Estado de Direito e desestimula as pessoas de bem.

Londrina testemunhou, uma década e meia atrás, um alarmante escândalo de corrupção, conhecido como “AMA-Comurb”, que já teve considerável número de ações prescritas, por conta do grande número de acusados e as dificuldades processuais inerentes de casos de grande envergadura como esse que agora nos é apresentado.

Senhor desembargador: Londrina e região não merecem que mais um escândalo fique impune.

Um comentário em “Londrina contra a impunidade

  • 18/07/2015, 14:25 em 14:25
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    Melhor forma de contribuir com o Ministério Publico, é quando um cidadão assumir um cargo público e zelar pela moralidade

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  • 19/07/2015, 15:34 em 15:34
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    Omissão reveladora. No item 3, os missivistas poderiam ter dito que estão envolvidos também suspeitos de doação de campanhas eleitorais. Alguém deve ter dito: “Isso não vem ao caso”.

    Resposta

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