Sercomtel quer realmente parceria com a Copel pra crescer

E o novo presidente da telefônica Sercomtel, Luiz Adati, tomou posse ontem, numa cerimônia muito concorrida como há tempos não se via.

Estavam presentes o prefeito Marcelo Belinati, prefeito de Londrina, e Luiz Fernando Vianna, presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), sócio da Sercomtel, além de vários políticos e empresários.

A presença do presidente da Copel foi vista com um aceno salvador. Ocorre que ex-dirigentes da Sercomtel admitem, mas não falam em público, que a empresa vende o almoço pra pagar a janta.

A própria Copel sempre olhou pra Sercomtel como um visitante não muito bem quisto na casa de praia. Sempre houve sinais.

Por exemplo: a Sercomtel é uma empresa de telefonia, transmissão de dados, etc. A Copel usa qual operadora de telefonia celular? E qual operadora da fixa? Sercomtel?

A Copel está iniciando um trabalho de disponibilização de internet via cabo de energia. A Sercomtel oferece internet também. As duas sócias são concorrentes no mesmo mercado?

O que a nova diretoria da Sercomtel espera é que a Copel passe a ser realmente parceira oferecendo, por exemplo, condições para ampliar o oferecimento de fibra ótica e permitir que a empresa seja mesmo vanguarda em tecnologia. 

8 comentários em “Sercomtel quer realmente parceria com a Copel pra crescer

  • 18/01/2017, 13:10 em 13:10
    Permalink

    Inventou o ovo. Até os mais simples funcionários da SERCOMTEL sabem disso. O caso é que a COPEL não quer colocar nenhum tostão mais nessa empresa com dias contados.

    Resposta
  • 18/01/2017, 13:16 em 13:16
    Permalink

    A SERCOMTEL já deveria estar atendendo com Telefonia Fixa grande parte dos Orgãos Públicos do Governo do Estado (gerando grande economia para os crofres do Governo Estadual).
    Isso sim, definitivamente sanearia e traria resultados positivos, ou o que se espera de todo negócio: Lucro.
    Mas não é somente este aspecto a considerar. A SERCOMTEL trouxe muita tecnologia de ponta, desenvolvimento, desenvolvimento e riqueza para Londrina, sem deixar para trás a questão Social, arrecadação de impostos
    (que deixaria de existir com sua extinção), assim como os postos de trabalho, a empresa gera aproximadamente 4000 empregos diretos e indiretos.
    Não só a COPEL tem que se portar como dona e parceira da SERCOMTEL, mas o Governo do Estado Também.

    Resposta
  • 18/01/2017, 15:44 em 15:44
    Permalink

    Já vimos esta história???

    http://www.tribunapr.com.br/noticias/politica/cpi-investiga-operacoes-da-sercomtel/

    Rubens Pavan destacou que seu papel no caso foi estritamente técnico. O negócio, segundo ele, foi economicamente vantajoso para a empresa telefônica, não só pelos valores obtidos com a alienação das ações, mas ainda pela formação de uma parceria importante, que deu à Sercomtel um sócio especialmente estratégico. Do ponto de vista jurídico, Pavan sublinha que a transação foi perfeitamente lícita, respaldada por pareceres de juristas renomados como Celso Antônio Bandeira de Mello, Marçal Justen Filho e Clémerson Cléve. Com efeito, de acordo com cópia do parecer do administrativista Bandeira de Mello, entregue à CPI, era juridicamente correta e incensurável a alienação direta, mesmo sem licitação (inexigível no caso), das ações da Sercomtel à Copel, por preço que inclusive excedeu ao apurado em avaliação prévia efetuada por consórcio internacional, ainda com o comprometimento da adquirente em disponibilizar à telefônica sua rede de fibra ótica.
    Ao longo do seu depoimento, Pavan repassou diversos documentos aos deputados integrantes da CPI, muitos deles assinalando o caráter vantajoso da venda das ações. Entre os documentos, uma manifestação da Associação Comercial e Industrial de Londrina reputa a transação como “histórica”. Datado de 15 de maio de 1998 e assinado pelo presidente da ACIL na época, Abílio Medeiros Júnior, o manifesto sublinha, entre outros pontos, que “o valor obtido na negociação revela também que o processo foi o mais acertado possível. O modo como se configurou a parceria com a Copel, a nosso ver, é inédito e estratégico. Ela vai permitir que a Sercomtel tenha as condições necessárias para crescer no mercado competitivo que virá em breve”.

    À época, o atual Presidente da Copel, Luiz Fernando Vianna, era assessor do Presidente da Copel, no período de 1997-1999.

    Resposta
  • 18/01/2017, 15:53 em 15:53
    Permalink

    O discurso é o mesmo do Rubens Pavan em 2000. Vamos aguardas as ações. Só o tempo dirá. Na torcida por Londrina/Sercomtel/Adati.

    Resposta
  • 18/01/2017, 17:14 em 17:14
    Permalink

    A SERCOMTEL foi nos tempos áureos a joia da coroa de Londrina. Em sua devida proporção, era a nossa Petrobras. Não foi a toa que a dupla judaica ( o homem do roubágio) e o nada cristão, Tonico Belinatti, vulgo Tio Bila, meteram as mãos grandes no cofre da empresa telefônica, fazendo uma das maiores maracutaias da cidade Londrina. Me parece que o Carlos Alberto Richa, amigo do meu amigo TCHELLO vai fazer alguma coisa para salvar a danada combalida. Quem viver, verás.

    Resposta
  • 18/01/2017, 21:50 em 21:50
    Permalink

    Os aplausos de ontem
    Acordei pela manhã cheio de esperança, naquela época meu ordenado não me permitia muitos luxos, mas coloquei minha camisa e meu sapato de discoteca, afinal de contas, o evento prometia ser grande. Todos nós haviamos sido convidado para o evento que mudaria para sempre a nossa empresa! Nos corredores o clima era de euforia. No palco uma mesa grande, uma faixa enorme dizia “Parceria Estratégica” , lembro do belo símbolo da gestão municipal; uma flor. A expressão “Cidade de Londrina” estava decalcada em branco sobre o fundo azul. Via-se ainda a reluzente logomarca da Sercomtel, do Governo do Estado e da Copel. Na mesa decorada com flores, as falas eram efusivas, os apalusos seguiam o ritimo dos discursos, participavam da solenidade o prefeito de Londrina, Antônio Belinati, o presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, com o seu terno italiano e a barba meticulosamente aparada, o presidente da Copel, que hoje nem mais lembro o nome, o Governador da época, a vice-governadora, Emília Belinati, e outras autoridades. A promessa há vinte anos atrás era de parceria estratégica, de fibras ópticas por todo o estado, de crescimento e pujança! Ao final do evento, o ponto alto, o “Seo” Antônio anunciou um aumento salarial para os “valorosos” servidores da Sercomtel, o auditório veio abaixo, com gritos e aplausos, não sabiamos que ali se concretizava o maior escandalo de corrupção da nossa ciadade, e que nos faria andar cabisbaixo, justo no início dos anos 2000, o milênio da tecnologia. Acordei novamente no dia 17 de janeiro, não coloquei a melhor roupa, usei a do dia a dia mesmo, dirigi-me ao auditório sem a esperança de outrora, e ouvi os mesmo discursos, as mesmas esperanças, agora com sentido “vazio”, a mesma história dos grupos, aliás, todo gestor adora nos reunir em grupos com a tarefa de encontrar uma solução para a empresa, com a advertência de que o custo deve ser o minímo possível, com o mais rápido e garantido retorno, nos lembram a todo instante que não podemos errar, quando a Apple errou milhares de vezes, até acertar uns poucos produtos que fizeram o seu sucesso. A mesma história do corte de custos, já cortaram o café, a segurança, as pessoas, agora querem cortar até a esperança. Eles não sabem que a simples emissão de uma passagem para uma reunião importante na Anatel é analisada pela diretoria financeira, cuja primeira pergunta é: você não poderia participar por audioconferência??? Se eu solicito a passagem é porque a reunião é presencial, ora bolas. O que me entristece é ver pessoas que vi no primeiro evento voltarem como assessores, me pergunto, seremos novamente utilizado como instrumento de propaganda institucional governista??? Ou controle social da mídia??? (http://www.zebeto.com.br/imagem-e-tudo/#.WHjUlMvJ3qA ). No fundo, eu queria ser surpreendido, bem no fundo, eu tinha “a” esperança, pois a Sercomtel é tudo pra mim e minha família, eu queria ouvir propostas concretas, queria ouvir frases assertivas sobre a empresa e o setor de telecomunicações, mas não, ficamos nos discursos efusivos e bem construídos do passado. Mas aqui dentro, algo me diz, que eu e meus colegas vamos atravessar mais uma gestão, pois somos Mais Sercomtel, somos a Família Sercomtel, somos resilientes, e no final sobreviveremos, de uma forma ou outra, sobrevivemos.

    Resposta
  • 19/01/2017, 12:40 em 12:40
    Permalink

    As empresas públicas (todas elas) não podem só pensar em lucro! Elas tem funções sociais, ou seja, devem investir parte do lucro em projetos sociais e patrocínios (educação pública, creches, hospitais públicos, atletas etc.). Caso a Copel seja privatizada, os novos donos irão dividir o lucro do Sercomtel com a sociedade londrinense?
    Tudo que privatizamos até hoje só perdemos e muuuuiiiiito!

    Resposta
    • 19/01/2017, 15:09 em 15:09
      Permalink

      lucro da sercomtel onde? voce leu a reportagem?

      Resposta

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: