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quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Justiça determina bloqueio de bens do prefeito de Tamarana e de outras seis pessoas

Por Cláudio Osti

do G1

Justiça determinou o bloqueio de bens de Roberto Dias Siena (DEM), prefeito de Tamarana, no norte do Paraná, e de outros seis acusados de fraudar uma licitação, em 2012, para desviar recursos públicos.

Uma empresa de contabilidade contratada pelo município recebeu por serviços que, segundo a denúncia, não foram prestados.

A ação de improbidade administrativa foi proposta pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), depois de cinco anos de investigação.

Para os promotores, o prefeito Roberto Dias Siena participou da fraude em um contrato na gestão anterior frente à prefeitura.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 92 mil de cada um dos acusados para garantir que o dinheiro seja devolvido com correções e para evitar que os envolvidos se desfaçam do patrimônio e comprometam a recuperação dos recursos.

A investigação

A investigação apontou que uma empresa para prestar serviços de contabilidade foi contratada pela prefeitura, mas, segundo a promotoria, o município de Tamarana tinha e tem em seu quadro de pessoal dois servidores efetivos lotados na função de contador e não precisaria contratar uma empresa para o serviço.

Para os promotores, o município pagou à empresa R$ 61 mil, em valores atualizados, por um serviço que, aparentemente, jamais foi prestado.

A contratação seria apenas uma forma de dar uma aparência legal ao desvio de dinheiro público, ainda conforme a promotoria.

Além do prefeito, também tiveram os bens bloqueados pessoas que, em 2012, ocupavam diretorias e secretarias ligadas ao setor de licitações e um sócio da empresa de contabilidade que suspostamente ajudou a desviar os recursos.

Na ação, a promotoria pede que, ao final do processo, os envolvidos sejam condenados à perda de cargos públicos e suspensão dos direitos políticos. Ainda não há prazo pra sentença.

O outro lado

O advogado de defesa do prefeito, Maurício Carneiro, afirmou que ainda não foi notificado da decisão, mas que irá recorrer.

Segundo ele, será comprovado que o serviço foi efetivamente prestado. O advogado disse ainda que a contratação ocorreu por uma demanda “excepcional e que se fazia necessária”.

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

Sobre o editor
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