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quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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13 são presos na Operação da PF que visa fraudes no sistema bancário

Por Cláudio Osti
13 são presos na Operação da PF que visa fraudes no sistema bancário

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo na capital paulista. O ex-sócio do Grupo Fictor Luiz Rubini também é alvo de mandado na cidade de São Paulo.

A Operação Fallax tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de crimes de estelionato e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 500 milhões. Além do grupo Fictor, o Comando Vermelho também usava o mesmo esquema de lavagem de dinheiro e é alvo da operação.

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Até as 8h20, ao menos 13 pessoas já tinham sido presas pela PF.

Após a liquidação do banco, a Fictor enfrentou uma crise reputacional, resultando em resgates de cerca de R$ 2 bilhões por investidores, o que levou ao pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest, pertencentes ao grupo.

Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP

Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP
Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a chamada 'Operação Fallax'. — Foto: Divulgação

Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a chamada ‘Operação Fallax’. — Foto: Divulgação

Segundo a Polícia Federal, as investigações da Operação Fallax começaram em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas.

De acordo com a PF, o grupo atuava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas — inclusive ligadas a um grupo econômico específico — para movimentar valores e ocultar recursos de origem ilegal.

A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. De acordo com a PF, as fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões.

Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a chamada 'Operação Fallax' — Foto: Reprodução

Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a chamada ‘Operação Fallax’ — Foto: Reprodução

Além disso, foram autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

Segundo as investigações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Em seguida, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o objetivo de dificultar o rastreamento.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a chamada 'Operação Fallax' — Foto: Reprodução

Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a chamada ‘Operação Fallax’ — Foto: Reprodução

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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1 comentário

  • Jordão Bruno

    O sistema financeiro foi uma farra só desde a escolha por Jair Bolsonaro de Roberto Campos Neto para o Banco Central. Mas não foi por incompetência, foi resultado da política neoliberal daquele governo. E o casamento foi perfeito entre governistas corruptos e todo tipo de agente criminoso pronto pra levar vantagem em um sistema financeiro sem fiscalização ou fiscalização pífia. Não foi à toa que Roberto Campos Neto deu o sangue na campanha eleitoral de Bolsonaro em 2022 e Vorcaro deu R$ 5 milhões e outros valores ainda não mensurados.

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