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quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Marxismo chega ao galinheiro

Por Cláudio Osti

Marxismo chega ao galinheirodo Fernando Tupan

Em uma entrevista famosa Nélson Rodrigues pontificou, com a costumeira genialidade: “Só conheço o marxista de galinheiro, não excluindo o próprio Karl Marx, que também é marxista de galinheiro”.

Pois não é que além de gênio, Nélson se revela profeta? O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, sugeriu que as escolas instalem galinheiros como uma forma de aplacar a grave crise alimentar que há no país. Fruto do imenso sucesso das políticas bolivarianas, que transformaram o país com as maiores reservas de petróleo do mundo em uma nação que passa fome.

Maduro prosseguiu, provando que se pratica na Venezuela, regida pelo “socialismo do Século XXI” a forma mais galinácea de marxismo do planeta: “Toda escola e ensino médio tem um espaço, algumas têm um espaço grande. Aquela que tem um espaço grande também pode colocar animais lá, cerca de 200 galinhas, 300 galinhas”, disse Maduro em um ato com estudantes, transmitido pela televisão.

Gostou? Mande para quem acompanha o assunto.

Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

Sobre o editor
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2 comentários

  • Medidas como essa ironizada por um tal de Tupan não precisariam ser implementadas na Venezuela se o direitista Trump não tivesse bloqueado milhões e milhões de dólares venezuelanos obtidos com a venda de petróleo pela PDVSA a empresas americanas. Fora outros ativos legitimamente pertencentes à Venezuela espalhados por outros países também bloqueados por ação e influência americana. Mas isso esse tal de Tupan não vê ou finge que não vê…

  • A Venezuela é um dos maiores grilhões que arrastam a esquerda brasileira, porque todo militante petista/psolista é meio que obrigado a ficar bradando aquela história manjada do “é culpa dos Estados Unidos” em pleno 2019 pra tentar justificar a expertise gerencial do Maduro e seu norte socialista falido. O que até surtiria um bom efeito, se não fossem dois detalhes: a Venezuela é logo ali, e em plena era da internet e de redes sociais, você tem muito mais acesso ao que acontece lá, com vídeos e opiniões vindas diretamente de quem vive lá.

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