Do G1
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) vai passar a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, a partir desta segunda-feira (4), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A instalação do equipamento ocorre após Do Val voltar ao Brasil depois de sair do país sem autorização do Supremo e passar cerca de 10 dias nos Estados Unidos.
Do Val foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) no aeroporto de Brasília, no início da manhã. Segundo apurou a TV Globo, ele foi abordado pela polícia logo após de chegar de viagem.
🔎 O político é investigado por tentar arquitetar um plano para anular a eleição presidencial de 2022 e também é alvo de um inquérito para apurar ofensas e ataques a investigadores da PF (relembre mais abaixo).
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O senador Marcos do Val, na Comissão de Segurança Pública do Senado — Foto: Pedro França/Agência Senado
Na decisão desta segunda, Moraes determinou as seguintes medidas cautelares contra o senador:
- uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar no período noturno entre 19h e 6h de segunda a sexta-feira, e recolhimento integral nos fins de semana, feriados e dias de folga;
- cancelamento e devolução do passaporte diplomático, mediante envio de ofício ao Ministério das Relações Exteriores;
- proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros;
- bloqueio de quaisquer bens, ativos, contas bancárias e investimentos ativos mantidos ou pertencentes ao senador;
- bloqueio de todas as chaves PIX e de todos os cartões de Marcos do Val;
- bloqueio de veículos em nome dele; e
- bloqueio de salários e verbas de gabinete do senador.
Senador contrariou decisão do Supremo
Marcos do Val viajou para Orlando, nos EUA, durante o recesso parlamentar — mesmo sendo alvo de medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Em agosto do ano passado, Moraes determinou a apreensão dos passaportes de Do Val, inclusive o diplomático, e o bloqueio de R$ 50 milhões da conta dele, no âmbito de um inquérito aberto pela PF para apurar ofensas e ataques contra investigadores da instituição.






1 comentário
Nos tempos da ditadura militar. Quando o dramaturgo Augusto Boal voltou do exterior, onde deu entrevista afirmando que havia tortura no Brasil, foi preso e colocado pendurado em um pau de arara, em uma prisão paulista. Enquanto era torturado, os torturadores – amados hoje por bolsonaristas e trumpistas – diziam que ele era um mentiroso, que denegria a imagem do Brasil lá fora. Agora um senador “patriota” que confessa ser informante dos Estados Unidos, ao retornar de lá, recebe uma mera tornozeleira eletrônica. Não estou defendendo que o senador seja torturado, apenas que seja mantido em prisão, lugar em que traidor pátrio confesso é mantido em qualquer país da terra.