
O Tribunal Regional do Paraná confirmou hoje o indeferimento da candidata a deputada estadual Marli Ribeiro, a Mara Boca Aberta (PL) e também do companheiro dela, Emerson Petriv, o Boca Aberta, a deputado federal (Republicanos).
A candidatura de Mara Boca Aberta já havia sido indeferida no dia 13 de setembro, mas a defesa dela recorreu. Hoje o indeferimento foi mantido.
Mara foi alvo de três impugnações ao registro de candidatura, uma delas apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). A relatora do processo, juíza Nicole Trauczynski, apontou como principal fundamento para o indeferimento a condenação eleitoral que tornou a candidata inelegível por oito anos, contados a partir das eleições de 2022.
Condenação eleitoral
A condenação está relacionada à campanha eleitoral de 2022, quando Mara disputou uma vaga na Câmara dos Deputados e seu filho, Matheus Vinicius Ribeiro Petriv, o Boca Aberta Jr., concorreu à Assembleia Legislativa do Paraná e o marido Emerson Petriv, o Boca Aberta dizia que estava concorrendo ao Senado.
Naquele processo, o TRE-PR entendeu que recursos do fundo eleitoral destinados à campanha de Mara e do filho foram utilizados para financiar materiais que divulgavam a suposta candidatura ao Senado de Emerson Miguel Petriv, Segundo a Justiça Eleitoral, a candidatura ao Senado era juridicamente inexistente.
A decisão de 2025 declarou a inelegibilidade de Mara, Boca Aberta e Boca Aberta Jr. por oito anos.
Já Boca Aberta, além da condenação já citada, conforme a decisão do TRE, tem condenações criminais.
Ambos devem recorrer ao TSE.














