Gostei muito da foto devido à sensibilidade do profissional em captar aspectos importantes que fundamentam a imagem enquanto um objeto artístico. Costumo sempre dizer que, em arte, nada é gratuito. Sob a imagem de uma arquitetura contemporânea, com paredes brancas, as geometrias e a acentuada luz solar criam partes de claro e escuro; há um drama acentuado pelo próprio espaço: o vazio arquitetônico manifesto pela luz.
Observa-se, algo ainda mais dramático: a ausência de seres humanos numa imagem em circulação, porém, sem vida. Um fator importante num objeto artístico, que a foto nos apresenta, é a questão da sugestão, evidenciada no silêncio, no modo organizado, nas linhas retas, no isolamento e, mais ainda, para exemplificar essas observações: a desumanização do espaço contemporâneo.
Há muitos outros elementos que podem ser debatidos.
Parabéns ao fotógrafo e aos idealizadores deste espaço.
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Luiz Bragança de Pina
Gostei muito da foto devido à sensibilidade do profissional em captar aspectos importantes que fundamentam a imagem enquanto um objeto artístico. Costumo sempre dizer que, em arte, nada é gratuito. Sob a imagem de uma arquitetura contemporânea, com paredes brancas, as geometrias e a acentuada luz solar criam partes de claro e escuro; há um drama acentuado pelo próprio espaço: o vazio arquitetônico manifesto pela luz.
Observa-se, algo ainda mais dramático: a ausência de seres humanos numa imagem em circulação, porém, sem vida. Um fator importante num objeto artístico, que a foto nos apresenta, é a questão da sugestão, evidenciada no silêncio, no modo organizado, nas linhas retas, no isolamento e, mais ainda, para exemplificar essas observações: a desumanização do espaço contemporâneo.
Há muitos outros elementos que podem ser debatidos.
Parabéns ao fotógrafo e aos idealizadores deste espaço.