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Cláudio Osti

Fim de uma Era: A Copa dos Professores Europeus e do Domínio Hermano

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Fim de uma Era: A Copa dos Professores Europeus e do Domínio HermanoPor Marcos Defreitas

Esqueça tudo o que você sabia sobre tradição em Copa do Mundo.

O Mundial de 2026 começou nesta quinta-feira (11), entregando um dado que é um verdadeiro soco no estômago do torcedor brasileiro. Pela primeira vez na história, não haverá um único técnico brasileiro no comando de alguma seleção. Zero.
E se você acha que o apagão é só lá fora, o choque de realidade é ainda maior dentro de casa. A nossa Seleção, a única pentacampeã do mundo, entra em campo liderada pelo italiano Carlo Ancelotti.

É o fim oficial de uma era.

A mística do técnico brasileiro que resolvia no vestiário e na identidade do futebol moleque perdeu espaço de vez para o estilo corporativo e tático da Europa.
Para a geração do futebol de alta intensidade e das planilhas de análise de desempenho, o passaporte brasileiro no banco de reservas perdeu o valor.

O futebol mudou de vez.

Hoje, quem não fala em pressão logo após a perda da bola e ataque funcional parece que ficou parado no tempo. O mercado se globalizou e o Brasil sobrou nessa onda.
Enquanto o Brasil vive essa crise de identidade e importa comandante da Europa, a Argentina colocou o futebol internacional no bolso. Os caras são os maiores exportadores de ideias táticas do momento.

São seis treinadores argentinos na Copa.

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Além de comandarem a atual campeã do mundo, os hermanos dominam as Américas no comando de Uruguai, Colômbia, Equador, Paraguai e Estados Unidos.
A França corre atrás com cinco técnicos, mostrando que o eixo do futebol moderno é dominado por quem sabe vender seu modelo de jogo. O cenário é de pura globalização.

Para você ter uma ideia, dos três países que sediam a Copa, só o México manteve um técnico local. O Canadá foi de Jesse Marsch, que é norte americano, e os Estados Unidos contrataram logo Mauricio Pochettino, que é mais um argentino na conta para tentar mudar o patamar do esporte por lá.
O resumo da história é bizarro. Foram 22 edições de Copa do Mundo com pelo menos um professor brasileiro ditando o ritmo na beira do gramado.

Em 2026 a bolha estourou. Fomos riscados do mapa da liderança, e o Brasil vai ter que assistir ao maior espetáculo da terra governado por pranchetas estrangeiras.
A bola já está rolando pelos gramados da América do Norte, mas o veredicto cruel já foi dado. O silêncio nos nossos bancos de reservas ecoa como um grito de socorro. Resta saber se o nosso futebol vai aprender a falar a nova língua do mundo ou se vai aceitar, de cabeça baixa, o papel de mero coadjuvante da própria história.

Marcos Defreitas, jornalista formado pela UEL desde 1993 e será colaborador do nosso portal durante a Copa do Mundo. Ele já passou por cargos como vereador, secretário de Planejamento e presidente da Cohab. Corinthiano de coração, é daqueles que não perde uma boa história sobre futebol. Além dos jogos, gosta de mergulhar nas curiosidades, personagens e bastidores que fazem das Copas do Mundo um espetáculo dentro e fora de campo.

 

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