Trocar Micheque pela esposa do Flávio é trocar seis por meia dúzia. Como Flávio virou crente, a mulher dele, se já não era, também deve ter se convertido. Afinal de contas, nesse meio, a mulher tem de ser submissa ao marido. As duas receberam dinheiro do operador da rachadinha pra engordar a grana do Zero Um do mito condenado. Talvez a Micheque leve alguma vantagem no meio evangélico, onde boa parte acredita piamente na retidão moral dela, já que ela fala fluentemente “línguas estranhas” e até agora, pelo que eu saiba, a “senhôra” do Flávio Rachadinha ainda não provou ter esse “dom”.
Se o PL quiser ter uma chance sólida de vencer o Painho, a única alternativa é botar a Michele pra concorrer. Ela tem aquela aura de princesinha, agradável aos olhos do eleitorado feminino, é muito mais articulada que os três patetas e não está metida em nenhum escândalo de corrupção.
O PT teria bastante problema em atacá-la. De corrupção, o máximo que eles poderiam fazer é requentar o caso da “Micheque”, que além de ser pinto perto das peripécias petistas, já é jornal velho, daqueles que se usa pra servir de banheiro de cachorro.
Eles também teriam que medir muito bem as palavras nos ataques. Os fiéis da causa identitária (especialmente numerosa nas universidades) são um dos fronts do eleitorado do Painho, e se a campanha petista fizer ataques “machistas” ou “misóginos”, esse público pode ficar bastante desconfortável. E as mulheres mais neutras poderiam se ofender nesse caso, também.
Mas, creio que o PL fará jus à intelejumência do patriarca e dos três patetas e vão deixar o Flávio como candidato oficial. E aí, se Deus quiser, os rebanhos bolsonaristas vão começar a se cansar de apoiar alguém que muito promete e nada entrega, idem aos políticos que hoje são meio forçados a pedir bênção pra eles (como o Nikolas e o Zema), e o bolsonarismo começará a definhar.
Como Fernanda Bolsonaro vai ajudar seu marido Flávio Rachadinha na campanha? Ela poderia começar dando uma explicação pelo menos plausível como um policial militar aposentado, o assessor de seu marido Fabrício Queiroz, depositou um chequinho de R$ 25 mil em sua conta, e isso há muitos anos atrás.
4 comentários
Antônio Gonçalves filho
Cabo Dalciolo não está só em sua dúvida sobre Lula; milhões de bolsonaristas pensam o mesmo. Talvez por causa da cloroquina que tomaram em demasia.
Zezinho da Silva
Trocar Micheque pela esposa do Flávio é trocar seis por meia dúzia. Como Flávio virou crente, a mulher dele, se já não era, também deve ter se convertido. Afinal de contas, nesse meio, a mulher tem de ser submissa ao marido. As duas receberam dinheiro do operador da rachadinha pra engordar a grana do Zero Um do mito condenado. Talvez a Micheque leve alguma vantagem no meio evangélico, onde boa parte acredita piamente na retidão moral dela, já que ela fala fluentemente “línguas estranhas” e até agora, pelo que eu saiba, a “senhôra” do Flávio Rachadinha ainda não provou ter esse “dom”.
Anubian
Se o PL quiser ter uma chance sólida de vencer o Painho, a única alternativa é botar a Michele pra concorrer. Ela tem aquela aura de princesinha, agradável aos olhos do eleitorado feminino, é muito mais articulada que os três patetas e não está metida em nenhum escândalo de corrupção.
O PT teria bastante problema em atacá-la. De corrupção, o máximo que eles poderiam fazer é requentar o caso da “Micheque”, que além de ser pinto perto das peripécias petistas, já é jornal velho, daqueles que se usa pra servir de banheiro de cachorro.
Eles também teriam que medir muito bem as palavras nos ataques. Os fiéis da causa identitária (especialmente numerosa nas universidades) são um dos fronts do eleitorado do Painho, e se a campanha petista fizer ataques “machistas” ou “misóginos”, esse público pode ficar bastante desconfortável. E as mulheres mais neutras poderiam se ofender nesse caso, também.
Mas, creio que o PL fará jus à intelejumência do patriarca e dos três patetas e vão deixar o Flávio como candidato oficial. E aí, se Deus quiser, os rebanhos bolsonaristas vão começar a se cansar de apoiar alguém que muito promete e nada entrega, idem aos políticos que hoje são meio forçados a pedir bênção pra eles (como o Nikolas e o Zema), e o bolsonarismo começará a definhar.
Machado Silva
Como Fernanda Bolsonaro vai ajudar seu marido Flávio Rachadinha na campanha? Ela poderia começar dando uma explicação pelo menos plausível como um policial militar aposentado, o assessor de seu marido Fabrício Queiroz, depositou um chequinho de R$ 25 mil em sua conta, e isso há muitos anos atrás.