do Portal Hoje PR
O Mobiliza protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) uma ação contra a chapa de Sérgio Moro ao governo do Estado, sob a acusação de campanha eleitoral antecipada e abuso de poder econômico em uma série de eventos realizados em 2025.
A ação é assinada pelo candidato ao governo Alexandre Salomão e por outros três advogados. Também é alvo do processo o candidato a vice Edson José de Vasconcelos, que à época presidia a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), responsável pela realização das palestras citadas no documento.
Segundo a ação, Moro participou de eventos em Guarapuava, Pato Branco, Londrina, Cambé, Cascavel, Maringá, Ponta Grossa, Irati e Curitiba. O argumento dos autores é que as palestras teriam sido usadas para ampliar a exposição política do então senador e fortalecer sua candidatura ao governo antes do período eleitoral.
Os eventos tiveram divulgação da Fiep e repercussão nas redes sociais da entidade e de seus dirigentes.
Em uma das palestras mencionadas no processo, Moro afirmou: “Não dá para deixar o Paraná cair nas mãos de um candidato do PT ou apoiado pelo PT. E a oposição ao PT no estado do Paraná, basicamente, e tenho autoridade para dizer, que eu sou o principal opositor do Lula aqui no estado do Paraná.”
A ação sustenta que a declaração e o conteúdo de outros eventos demonstrariam caráter eleitoral na participação de Moro.
Processo pede informações sobre gastos
Os autores pedem ao TRE que determine a apresentação de documentos relacionados à organização das palestras, entre eles registros de despesas, distribuição de convites, critérios de escolha dos participantes e comunicações oficiais sobre os encontros.
Também querem informações sobre a estrutura utilizada na realização e divulgação dos eventos.
O objetivo, segundo a ação, é apurar se houve emprego de recursos ou estrutura institucional em benefício da futura candidatura de Moro.
O processo afirma que a exposição proporcionada pelos eventos teria comprometido a igualdade de oportunidades entre os candidatos e configurado abuso de poder econômico.
Caso o TRE reconheça a ocorrência de irregularidades com gravidade suficiente para aplicação das sanções eleitorais, a ação pede a cassação da chapa formada por Moro e Vasconcelos.
O protocolo da ação não significa que as acusações tenham sido comprovadas. O TRE ainda deverá analisar os argumentos, as provas apresentadas e a defesa dos citados antes de decidir sobre o pedido.















1 comentário
José Prestes
Como todo golpista, Moro se acha acima das leis. Foi assim quando era juiz e continua assim ao voltar para o colo do bolsonarismo. Além de tudo é vingativo e, para atingir seus objetivos de extremista da direita neofascista, não se importa de que vai espalhando vítimas ao longo de suas ações. Prova disso, são os milhões de trabalhadores que perderam seus empregos e as empresas que foram destruídas durante a famigerada “lava jato”. Essa justiça de terra arrasada só para o agrado de Moro, Dallagnol e de mais um grupinho de golpistas da extrema direita.