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Cláudio Osti

Mobiliza protocola ação contra Sérgio Moro por abuso de poder econômico

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do Portal Hoje PR

O Mobiliza protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) uma ação contra a chapa de Sérgio Moro ao governo do Estado, sob a acusação de campanha eleitoral antecipada e abuso de poder econômico em uma série de eventos realizados em 2025.

A ação é assinada pelo candidato ao governo Alexandre Salomão e por outros três advogados. Também é alvo do processo o candidato a vice Edson José de Vasconcelos, que à época presidia a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), responsável pela realização das palestras citadas no documento.

Segundo a ação, Moro participou de eventos em Guarapuava, Pato Branco, Londrina, Cambé, Cascavel, Maringá, Ponta Grossa, Irati e Curitiba. O argumento dos autores é que as palestras teriam sido usadas para ampliar a exposição política do então senador e fortalecer sua candidatura ao governo antes do período eleitoral.

Os eventos tiveram divulgação da Fiep e repercussão nas redes sociais da entidade e de seus dirigentes.

Em uma das palestras mencionadas no processo, Moro afirmou: “Não dá para deixar o Paraná cair nas mãos de um candidato do PT ou apoiado pelo PT. E a oposição ao PT no estado do Paraná, basicamente, e tenho autoridade para dizer, que eu sou o principal opositor do Lula aqui no estado do Paraná.”

A ação sustenta que a declaração e o conteúdo de outros eventos demonstrariam caráter eleitoral na participação de Moro.

Processo pede informações sobre gastos

Os autores pedem ao TRE que determine a apresentação de documentos relacionados à organização das palestras, entre eles registros de despesas, distribuição de convites, critérios de escolha dos participantes e comunicações oficiais sobre os encontros.

Também querem informações sobre a estrutura utilizada na realização e divulgação dos eventos.

O objetivo, segundo a ação, é apurar se houve emprego de recursos ou estrutura institucional em benefício da futura candidatura de Moro.

O processo afirma que a exposição proporcionada pelos eventos teria comprometido a igualdade de oportunidades entre os candidatos e configurado abuso de poder econômico.

Caso o TRE reconheça a ocorrência de irregularidades com gravidade suficiente para aplicação das sanções eleitorais, a ação pede a cassação da chapa formada por Moro e Vasconcelos.

O protocolo da ação não significa que as acusações tenham sido comprovadas. O TRE ainda deverá analisar os argumentos, as provas apresentadas e a defesa dos citados antes de decidir sobre o pedido.

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