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Editor:
Cláudio Osti

Justiça muito boazinha, para alguns

5 comentários

do G1

Apesar de o Ministério Público do Paraná (MP-PR) ter anunciado na semana passada o fim do sigilo dos acordos que livraram o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano (PSD), de responder a processo por corrupção, os detalhes do que ficou acertado formalmente entre o deputado e a Justiça ainda não vieram à tona.

Em nota de esclarecimentos divulgada no dia 17 de janeiro, o Ministério Público disse que, em 11 de dezembro do ano passado, fez o último pedido de levantamento de sigilo dos acordos de Não Persecução Penal e Não Persecução Cível na investigação sobre pagamento de propina a Traiano e ao ex-deputado Plauto Miró.

Na delação, o empresário afirma que Traiano pediu e recebeu propina na renovação do contrato da Alep com a TV Icaraí, que pertence ao grupo J. Malucelli e prestou serviços ao legislativo estadual

A propina de R$ 200 mil, conforme a investigação, foi dividida entre Traiano e Plauto. De acordo com o Ministério Público, para se livrarem dos processos nas esferas cível e criminal, os dois delatados confessaram, fizeram os acordos e aceitaram pagar R$ 743 mil – entre devoluções e multas – para não responderem por improbidade administrativa e pelo crime de corrupção.

Ainda segundo a nota do MP-PR, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) analisou o pedido de queda do sigilo e autorizou a medida. Porém, na prática, isso ainda não aconteceu.

Ademar Traiano (PSD) estava na presidência da Alep desde 2015 — Foto: Orlando Kissner/Alep

Ademar Traiano (PSD) estava na presidência da Alep desde 2015 — Foto: Orlando Kissner/Alep

O TJ-PR respondeu nesta quinta que o caso continua em sigilo absoluto e que, mesmo que o Ministério Público tenha apontado o fim do segredo de Justiça, os autos originais não tiveram nenhuma alteração. A Corte disse também que, por se tratar de uma questão processual em andamento, não iria emitir nota.

Jornalismo censurado

Quando teve acesso às informações de que Traiano confessou o ato de corrupção, o g1, a RPC e a TV Globo ficaram impedidos de tocar no assunto por quatro dias.

Na decisão que permitiu a divulgação do caso, o desembargador lembrou que não podem os jornalistas serem tolhidos do direito e da prerrogativa constitucional de noticiar fatos que agora são públicos e do interesse público, por envolverem suposta prática de ato ilícito no exercício de mandato eletivo de deputado estadual.

Sobre o pedido de levantamento de sigilo, Traiano disse nesta quinta, em nota, que teve conhecimento através da nota do MP-PR divulgada na semana passada.

O ex-deputado Plauto Miró não respondeu aos questionamentos.

A defesa do empresário Vicente Malucelli informou que não pode se manifestar pelo sigilo que, segundo a defesa, ainda está mantido.

O grupo J. Malucellli e Joel Malucelli informaram que não têm nada a declarar sobre o caso.

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5 comentários

  • Luiz Flavio

    vergonha é este crápula corrupto contumaz ADEMAR TRAIANO, continuar na presidência da ALP rindo na cara do paranaense, e mais deplorável é esta Justiça passando pano e estimulando os corruptos de plantão. com a seguinte mensagem aos ladrões do dinheiro Publico: ROUBEM, MAS ROUBEM SEM DEIXAR PISTAS, E CASO SEJAM PEGOS DE CALCA CURTA, NOS DA JUSTICA PARANAENSE DAREMOS UM JEITINHO OK PARCEIROS? TAMO JUNTO! Vergonha e mal caratismo inaceitáveis.

  • E os nobres pares querendo cassar aquele deputado do PT por ter denunciado essa pouca vergonha. Queriam cassar o cara por mostrar a verdade. Vergonha desses deputados paranaenses.

  • MP kd vc?

    MP não se manifesta em relação aos diversos aditivos de obras em Londrina?
    Pelo menos não sai nada na imprensa.

    Será que tá igual 2000?

  • Clovis Imoune

    A máfia de falências que desviou 16 milhões de reais, em valores corrigidos 70 milhões, na terceira civil de Maringá continua impune, o judiciario não penaliza os próprios membros. O fedor desse desvio continua nauseabundo

  • Carlos Marques

    Aqui no Paraná, não é só a justiça que é boazinha com corrupto de direita, há muito mais gente nesse bolo fedorento. Basta a gente se lembrar da torcida contra o deputado petista Renato Freitas quando este acusou o Traiano de corrupto. Na imprensa oficial e na internet, todo mundo já dava como favas contadas a cassação do deputado negro. E havia orgasmos incontidos no meio dos antipetistas e bolsonaristas. Renato Freitas provou que Traiano era corrupto e o assunto praticamente desapareceu nas calendas gregas. Isso é normal no Nazistão!!!

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