do G1
Apesar de o Ministério Público do Paraná (MP-PR) ter anunciado na semana passada o fim do sigilo dos acordos que livraram o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ademar Traiano (PSD), de responder a processo por corrupção, os detalhes do que ficou acertado formalmente entre o deputado e a Justiça ainda não vieram à tona.
Em nota de esclarecimentos divulgada no dia 17 de janeiro, o Ministério Público disse que, em 11 de dezembro do ano passado, fez o último pedido de levantamento de sigilo dos acordos de Não Persecução Penal e Não Persecução Cível na investigação sobre pagamento de propina a Traiano e ao ex-deputado Plauto Miró.
A nota foi a primeira manifestação do órgão desde que o escândalo veio à tona em dezembro, com a revelação de parte da colaboração premiada do empresário Vicente Malucelli.
Na delação, o empresário afirma que Traiano pediu e recebeu propina na renovação do contrato da Alep com a TV Icaraí, que pertence ao grupo J. Malucelli e prestou serviços ao legislativo estadual
A propina de R$ 200 mil, conforme a investigação, foi dividida entre Traiano e Plauto. De acordo com o Ministério Público, para se livrarem dos processos nas esferas cível e criminal, os dois delatados confessaram, fizeram os acordos e aceitaram pagar R$ 743 mil – entre devoluções e multas – para não responderem por improbidade administrativa e pelo crime de corrupção.
Ainda segundo a nota do MP-PR, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) analisou o pedido de queda do sigilo e autorizou a medida. Porém, na prática, isso ainda não aconteceu.
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Ademar Traiano (PSD) estava na presidência da Alep desde 2015 — Foto: Orlando Kissner/Alep
O TJ-PR respondeu nesta quinta que o caso continua em sigilo absoluto e que, mesmo que o Ministério Público tenha apontado o fim do segredo de Justiça, os autos originais não tiveram nenhuma alteração. A Corte disse também que, por se tratar de uma questão processual em andamento, não iria emitir nota.
Jornalismo censurado
Quando teve acesso às informações de que Traiano confessou o ato de corrupção, o g1, a RPC e a TV Globo ficaram impedidos de tocar no assunto por quatro dias.
Na decisão que permitiu a divulgação do caso, o desembargador lembrou que não podem os jornalistas serem tolhidos do direito e da prerrogativa constitucional de noticiar fatos que agora são públicos e do interesse público, por envolverem suposta prática de ato ilícito no exercício de mandato eletivo de deputado estadual.
O ex-deputado Plauto Miró não respondeu aos questionamentos.
A defesa do empresário Vicente Malucelli informou que não pode se manifestar pelo sigilo que, segundo a defesa, ainda está mantido.
O grupo J. Malucellli e Joel Malucelli informaram que não têm nada a declarar sobre o caso.















5 comentários
Luiz Flavio
vergonha é este crápula corrupto contumaz ADEMAR TRAIANO, continuar na presidência da ALP rindo na cara do paranaense, e mais deplorável é esta Justiça passando pano e estimulando os corruptos de plantão. com a seguinte mensagem aos ladrões do dinheiro Publico: ROUBEM, MAS ROUBEM SEM DEIXAR PISTAS, E CASO SEJAM PEGOS DE CALCA CURTA, NOS DA JUSTICA PARANAENSE DAREMOS UM JEITINHO OK PARCEIROS? TAMO JUNTO! Vergonha e mal caratismo inaceitáveis.
joao
E os nobres pares querendo cassar aquele deputado do PT por ter denunciado essa pouca vergonha. Queriam cassar o cara por mostrar a verdade. Vergonha desses deputados paranaenses.
MP kd vc?
MP não se manifesta em relação aos diversos aditivos de obras em Londrina?
Pelo menos não sai nada na imprensa.
Será que tá igual 2000?
Clovis Imoune
A máfia de falências que desviou 16 milhões de reais, em valores corrigidos 70 milhões, na terceira civil de Maringá continua impune, o judiciario não penaliza os próprios membros. O fedor desse desvio continua nauseabundo
Carlos Marques
Aqui no Paraná, não é só a justiça que é boazinha com corrupto de direita, há muito mais gente nesse bolo fedorento. Basta a gente se lembrar da torcida contra o deputado petista Renato Freitas quando este acusou o Traiano de corrupto. Na imprensa oficial e na internet, todo mundo já dava como favas contadas a cassação do deputado negro. E havia orgasmos incontidos no meio dos antipetistas e bolsonaristas. Renato Freitas provou que Traiano era corrupto e o assunto praticamente desapareceu nas calendas gregas. Isso é normal no Nazistão!!!