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Cláudio Osti

PGR pede condenação de 3 deputados do PL por organização criminosa e corrupção passiva

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do G1

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) por organização criminosa e corrupção passiva. O pedido foi feito nas alegações finais apresentadas no processo que corre na Primeira Turma do STF.

Em março, os ministros da Primeira Turma decidiram por unanimidade tornar réus os três parlamentares, abrindo ação penal que seguirá agora para fase de instrução, com depoimentos de testemunhas e interrogatórios antes do julgamento do mérito.

Os deputados federais do PL Josimar Maranhãozinho (MA), Pastor Gil (MA) e Bosco Costa (SE) denunciados pela PGR — Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados e Mário Agra/Câmara dos Deputados

Os deputados federais do PL Josimar Maranhãozinho (MA), Pastor Gil (MA) e Bosco Costa (SE) denunciados pela PGR — Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados e Mário Agra/Câmara dos Deputados

De acordo com a denúncia recebida pelo STF, o grupo teria solicitado R$ 1,66 milhão em propina ao então prefeito de São José de Ribamar (MA) como contrapartida pela destinação de R$ 6,67 milhões em emendas de saúde ao município.

Josimar Maranhãozinho (PL-MA) — Foto: Divulgação

Josimar Maranhãozinho (PL-MA) — Foto: Divulgação

A PGR aponta que Josimar Maranhãozinho liderava o grupo e controlava as emendas indicadas por ele e por colegas. Nas alegações finais, o órgão afirma que “as provas reunidas […] corroboram a acusação de que os réus constituíram organização criminosa voltada à destinação de emendas parlamentares para municípios em troca de propina”.

O Ministério Público também sustenta que “não há dúvida de que os réus, sob a chefia do Deputado Josimar, constituíram e integraram organização criminosa, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas”.

Bosco Costa, suplente de deputado federal, utilizava familiares em esquema de desvio de emendas, diz PF — Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Bosco Costa, suplente de deputado federal, utilizava familiares em esquema de desvio de emendas, diz PF — Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Segundo a investigação, o deputado Bosco Costa usava a esposa e o filho para receber repasses relacionados às emendas, enquanto o esquema contava ainda com a atuação de lobistas e do agiota conhecido como Pacovan, já falecido.

De acordo com a PGR, o grupo exigia — inclusive com ameaças — a devolução de 25% dos valores destinados à saúde no município.

O que diz a PGR

Nas manifestações enviadas ao STF, a Procuradoria afirma que os parlamentares solicitaram vantagem indevida ao prefeito José Eudes Sampaio. Segundo o órgão, há “elementos probatórios” que indicam que os réus atuaram “de forma consciente e voluntária” para pedir o pagamento da propina.

Próximos passos

Com a ação penal aberta, a Primeira Turma ouvirá testemunhas de acusação e defesa e, posteriormente, os próprios réus. Somente após essa etapa os ministros julgarão o mérito e decidirão se condenam ou absolvem os parlamentares.

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3 comentários

  • Jordão Bruno

    É do partido do Bolsonaro? Então vai dar em nada. A extrema-direita tem uma rede de proteção infalível de corruptos na atual Câmara Federal. E a defesa de criminosos já virou ação descarada. A convite do nefasto presidente da Câmara, a extrema-direita já botou um membro seu para relatar o projeto de lei proposto pelo Executivo, que endurece o combate ao crime organizado. Uma das propostas é limitar a investigação pela Polícia Federal desses crimes SOMENTE SE ELA FOR AUTORIZADA POR GOVERNADOR DO ESTADO ONDE O CRIME ESTIVER OCORRENDO.

  • E o ex governador do Maranhão virou Senador e hoje ex ministro da Justiça, virou Ministro do STF Flávio Dino.
    Deve ter uma “encomenda” divina ou dívida maléfica do Brasil para com o Maranhão?
    Sarney e sarneys filhos do ex alcapone do Sir Ney.
    Dino?
    Murad?
    O Brasil não merece tamanha desfaçatez num só Estado!
    Wewerton Rocha?

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