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Editor:
Cláudio Osti

Londrina tremei: há ainda duas sessões extraordinárias na Câmara, além das ordinárias

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Londrina, tremei, a Câmara de Vereadores, além das sessões ordinárias – e, convenhamos, algumas delas têm sido realmente bem ordinárias – ainda fará duas sessões extraordinárias nos próximos dias.

O medo de quem acompanha os trabalhos na Câmara é que é sempre nestas sessões de fim de ano é que são votadas algumas pequenas e grandes maldades.

Por exemplo, na última semana foi aprovado pelos econômicos vereadores gastos que vão chegar a dois milhões por ano – uma pechincha quando não sai do próprio bolso – para contratação de duas dezenas de assessores e pagamento de benefícios para quem faz o trabalho que, contratualmente, deveriam fazer. É como se você fosse contratado para ser motorista e ganhasse um bônus para ser motorista, entende?

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Outra discussão que está correndo, não de agora, mas desde o início desta legislatura, é o aumento do número de vereadores. Houve até uma reunião no Ministério Público para buscar informações sobre o tema.

Pela lei brasileira, uma cidade com 580 mil habitantes, pode ter até 25 vereadores. Hoje Londrina tem 19. Em 2004, por pressão da população, a Câmara reduziu o número de vereadores para 18 e depois acabou fechando o número em 19, o que vigora até hoje.

Este escrivinhador que acompanha os trabalhos da Câmara, seja como setorista ou colunista de política desde os anos 1990, percebe que houve uma mudança. Em algumas legislaturas, havia vereadores bem, digamos, abertos a ganhos extras, pelo poder que tinham. Houve cassações e até prisões dos não tão nobres edis. Em outras, os debates eram mais qualificados e focados no bem estar da cidade, posturas diferentes mas com o mesmo objetivo, melhorar a vida de quem mora nesta terra vermelha.

Nas últimas duas legislatura nota-se que não há denúncias sobre malandragens com o dinheiro alheio. Mas é claramente perceptível que os debates são cada vez mais rasos e inócuos. E, quase nunca, em benefício da população. A meta, hoje em dia, é apenas  lacrar em redes sociais, aprovar projetos inconstitucionais que não suportam uma brisa quando são questionados no judiciário; e criar demandas que só favorecem eles próprios, como é o caso da TV Câmara, do aumento significativo de cargos na Casa; no aluguel de vários carros para ficarem disponíveis para os vereadores, etc, etc.

Mais vereadores, mais assessores, mais custos, mais contas para o contribuinte pagar.

 

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