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Cláudio Osti

Professores do Estado reclamam que mudança de regra privilegia não concursados na distribuição de aulas

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Professores do Estado reclamam que mudança de regra privilegia não concursados na distribuição de aulas

Professores concursados da Rede Estadual de Ensino, em Londrina, dizem que os núcleos estão encerrando a distribuição de aula para os professores concursados.

Elesreclamam que, pela nova orientação do governo, os professores concursados só podem pegar aulas em colégios cívicos militares ou integrais se tiverem um vínculo de uma ou mais aula na instituição e ainda tem que ter a carta de anuência dos diretores destes estabelecimentos. Atualmente em Londrina mais de dez escolas migraram para o sistema cívico militar.

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No entanto os professores PSS (que não são concursados) podem pegar aulas em qualquer estabelecimento sem ter com as escolas ou mesmo carta de anuência dos diretores. Tudo por conta de uma Resolução que se diz ser da SEED PR.

Segundo os professores a nova fórmula de distribuição favorece os professores não concursados em detrimento dos que são professores efetivos do Estado.

“Ou seja: isso não fere a isonomia? A carreira? Com certeza é ilegal porque não foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná”, disse um deles ao portal.

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2 comentários

  • Maykon Angelo

    Existe uma clara polítização no comando da educação do Paraná e é ridiculo o que o governo impõe sobre os professores, aos concursados E aos PSS.
    Mas PSS é privilegiado onde? A gente nem sabe se vamos ter emprego, somos CONTRATADOS, é a uberização da educação. Os concursados pegam aulas garantidas primeiro, ficamos a merce das aulas que SOBRAM, não temos garantia nenhuma. Eu sou formado como professor, especializado em educação, e se não sobrar aula eu vou fazer o que? Vou pagar meu aluguel como?
    E é exatamente isso que o governo quer, que os concursados ataquem osprofessores PSS e não o governo, que a classe seja dividida e ficamos brigando entre nós enquanto a boiada ta passando em Curitiba. Parabéns!

  • Jordão Bruno

    O Paraná está voltando no tempo. Mais exatamente, no tempo da ditadura militar. Sim, durante a ditadura militar, concurso para serviço público era coisa rara. Nomeação de servidor passava pelo crivo do partido civil de apoio à ditadura (ARENA) e de órgãos controlados por capachos do poder militar. Nas escolas, quem mandava eram os diretores, na maioria absoluta dos casos, apoiadores do governo de plantão, isto é, do general ditador e dos governadores escolhidos por esse general. A extrema direita inventou esse negócio de escola cívico-militar para premiar policiais militares com cargos na rede pública SEM PRECISAR FAZER CONCURSO, só na base do favorecimento pessoal. Uma vergonha. Um atraso cultural sem tamanho.

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