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Editor:
Cláudio Osti

Apesar de aparecer bem nas pesquisas, ex-procurador Deltan Dellagnol não pode concorrer?

7 comentários

Nas últimas pesquisas de intenção de voto o nome do ex-procurador do Ministério Público Federal, Deltan Dellagnol, tem aparecido com algum destaque na corrida pelo Senado.

No entanto, muita gente pergunta: ele poderá concorrer?

Dallagnol concorreu na eleição de 2022 e foi eleito deputado federal pelo Podemos. No entanto o registro da candidatura dele foi indeferido com base na Lei da Ficha Limpa. Segundo a denúncia, Dallagnol  exonerou-se do MP meses antes do prazo legal com a intenção de fugir das sanções que poderiam ser aplicadas a ele devido à sua atuação considerada questionável quando era  figura de destaque na Operação Lava Jato. O indeferimento do registro foi confirmada, por unanimidade, pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2023 (veja aqui). Pela decisão ele só poderá concorrer novamente a partir de 2031.

Atualmente filiado ao NOVO, caso ele queira concorrer em 2026, enfrentará uma nova batalha jurídica, com chances quase zero de conseguir autorização para disputar o pleito.

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7 comentários

  • Zezinho da Silva

    Deltan, em um evento evangélico nesse final de semana, fez uma oração poderosa. Como ele tem infinita proximidade com o Todo Poderoso, ele pediu que Deus retirasse dos cargos todos aqueles que praticam corrupção. Gente, nesta segunda, já não havia um corrupto sequer exercendo cargo público no Brasil. Obrigado, Deltan.

  • Se estivesse ao lado do Lula, provavelmente poderia. Como não está, a possibilidade dele poder concorrer pra senador é a mesma do Bolsonaro poder concorrer pra presidente.

    • Machado Silva

      Se ele estivesse ao lado de Lula… e da lei…, Deltan nunca teria feito aquele PowerPoint mentiroso pelo qual foi condenado a indenizar o presidente Lula. É impressionante como, mesmo depois da divulgação da Vaza Jato, alguns ainda dão crédito para esse evangélico fundamentalista e para seu chefe, o analfabeto funcional Moro.

  • Incrédulo

    Esse ex procurador ex deputado, é um personagem de nenhum escrúpulo, basta ver a forma pouco jurídica que atuou com o juiz Moro na lava jato

  • Há Lagoas

    Enquanto isso, quase um terço do nosso Congresso coleciona problemas com a Justiça e segue governando normalmente — sem obstáculos, sem constrangimentos. Mas, quando convém, as regras “precisam” ser aplicadas com rigor exemplar. Afinal, o que seria mais justo: impedir a candidatura de Deltan Dallagnol ou simplesmente apagar da história os milhares de votos dos paranaenses que o elegeram? Na próxima eleição, não se esqueça: dizem que o voto é soberano.

    • Cada um no seu quadrado

      O voto é soberano e para que seja consolidado precisa ter as pré condições legais respeitadas, sem atalhos. O resto é mimimi de proto golpista.

      • Há Lagoas

        Meu caro, a pré-condição de que você fala é exatamente a mesma que eu já havia destacado. No momento em que se tenta registrar uma candidatura, o próprio sistema deveria barrá-la de imediato. No entanto, isso não ocorre — fruto da incompetência do próprio Leviatã estatal, que criou este apêndice chamado Justiça Eleitoral e que, não raras vezes, se perde em sua própria burocracia, permitindo que inúmeros fichas-sujas sigam livremente exercendo a atividade política.
        E não, eu não acredito em voto soberano. Se o voto fosse, de fato, soberano, os votos de milhares de paranaenses em Dallagnol teriam sido respeitados. É justamente por isso que prefiro pagar a multa a desperdiçar um dia inteiro legitimando um sistema que ignora a vontade popular.

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