Nas últimas pesquisas de intenção de voto o nome do ex-procurador do Ministério Público Federal, Deltan Dellagnol, tem aparecido com algum destaque na corrida pelo Senado.
No entanto, muita gente pergunta: ele poderá concorrer?
Dallagnol concorreu na eleição de 2022 e foi eleito deputado federal pelo Podemos. No entanto o registro da candidatura dele foi indeferido com base na Lei da Ficha Limpa. Segundo a denúncia, Dallagnol exonerou-se do MP meses antes do prazo legal com a intenção de fugir das sanções que poderiam ser aplicadas a ele devido à sua atuação considerada questionável quando era figura de destaque na Operação Lava Jato. O indeferimento do registro foi confirmada, por unanimidade, pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2023 (veja aqui). Pela decisão ele só poderá concorrer novamente a partir de 2031.
Atualmente filiado ao NOVO, caso ele queira concorrer em 2026, enfrentará uma nova batalha jurídica, com chances quase zero de conseguir autorização para disputar o pleito.
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7 comentários
Zezinho da Silva
Deltan, em um evento evangélico nesse final de semana, fez uma oração poderosa. Como ele tem infinita proximidade com o Todo Poderoso, ele pediu que Deus retirasse dos cargos todos aqueles que praticam corrupção. Gente, nesta segunda, já não havia um corrupto sequer exercendo cargo público no Brasil. Obrigado, Deltan.
Anubian
Se estivesse ao lado do Lula, provavelmente poderia. Como não está, a possibilidade dele poder concorrer pra senador é a mesma do Bolsonaro poder concorrer pra presidente.
Machado Silva
Se ele estivesse ao lado de Lula… e da lei…, Deltan nunca teria feito aquele PowerPoint mentiroso pelo qual foi condenado a indenizar o presidente Lula. É impressionante como, mesmo depois da divulgação da Vaza Jato, alguns ainda dão crédito para esse evangélico fundamentalista e para seu chefe, o analfabeto funcional Moro.
Incrédulo
Esse ex procurador ex deputado, é um personagem de nenhum escrúpulo, basta ver a forma pouco jurídica que atuou com o juiz Moro na lava jato
Há Lagoas
Enquanto isso, quase um terço do nosso Congresso coleciona problemas com a Justiça e segue governando normalmente — sem obstáculos, sem constrangimentos. Mas, quando convém, as regras “precisam” ser aplicadas com rigor exemplar. Afinal, o que seria mais justo: impedir a candidatura de Deltan Dallagnol ou simplesmente apagar da história os milhares de votos dos paranaenses que o elegeram? Na próxima eleição, não se esqueça: dizem que o voto é soberano.
Cada um no seu quadrado
O voto é soberano e para que seja consolidado precisa ter as pré condições legais respeitadas, sem atalhos. O resto é mimimi de proto golpista.
Há Lagoas
Meu caro, a pré-condição de que você fala é exatamente a mesma que eu já havia destacado. No momento em que se tenta registrar uma candidatura, o próprio sistema deveria barrá-la de imediato. No entanto, isso não ocorre — fruto da incompetência do próprio Leviatã estatal, que criou este apêndice chamado Justiça Eleitoral e que, não raras vezes, se perde em sua própria burocracia, permitindo que inúmeros fichas-sujas sigam livremente exercendo a atividade política.
E não, eu não acredito em voto soberano. Se o voto fosse, de fato, soberano, os votos de milhares de paranaenses em Dallagnol teriam sido respeitados. É justamente por isso que prefiro pagar a multa a desperdiçar um dia inteiro legitimando um sistema que ignora a vontade popular.