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O samba-enredo que saiu pela culatra

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O samba-enredo que saiu pela culatra

Por José Antonio Pedriali

Rufaram os tambores de alarme no Palácio do Planalto: Flávio Bolsonaro, segundo o instituto AtlasIntel, emparelhou com Lula na disputa pela presidência da República.
Gemeram os tamborins, soluçaram as cuícas, silenciaram os pandeiros: o ungido do ex-presidente golpista, tido até então por Lula e petistas como o adversário mais frágil, levanta, sacode a torcida bolsonarista e dá a volta por cima. E por causa de quê?

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Da desastrada performance da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que teve a infeliz ideia de homenagear, com samba-enredo e alegorias, Lula e seu histórico de vida.
A homenagem foi recebida por Lula e entourage como avant-première de sua reeleição, e ele e a sempre deslumbrada primeira-dama Janja lá foram para a avenida saracotear, sentindo o prelúdio da Apoteose.
Que frustração! O bloco fantasiado de lata de conserva revoltou os evangélico-bolsonaristas (que contradição!), para os quais a alegoria era uma crítica à “tradicional família brasileira”. Esta não foi a única, mas a causa principal da rasteira que o petista levou na Sapucaí.
O rebaixamento da escola de samba foi um mau presságio para Lula e o PT. A campanha para valer nem começou – episódios sangrentos (é uma alegoria!) nos esperam –, mas a Quaresma se impôs à ufania lulopetista e motivou a bateria bolsonarista a ribombar a Ressurreição de seu (anti)cristo personificado no filho ungido.
Parodiando a Acadêmicos:
Olê, olê, olê, olá
E ‘sambou” nessa avenida mais um líder popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula.

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2 comentários

  • LULA LADRÃO, SEU LUGAR É NA PRISÃO!

  • O olho Grande da ganância política faz o herói ficar cego e ouvir os que dizem em noite sem lua, que a Lua está preta, e o herói cego de orgulho, acredita!
    O desfile serviu para que digam, presidente o sr está nu, recomponha-se urgente.

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