Ufa!!
Já está com a prefeitura de Londrina a liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal que autoriza que a jogadora Tiffany, do Osasco – a primeira atleta transgênero do Brasil -, a participar da Copa do Brasil de Vôlei, que começa daqui a pouco no ginásio Moringão.
Foram dois dias de tensão.
Uma lei aprovada pela Câmara de Vereadores em 2024, de autoria da vereadora Jessica Moreno (PP), proíbe que atletas transgêneros participem de competições esportivas na cidade.
O evento, um dos maiores da modalidade no Brasil, vinha sendo negociado com os organizadores desde o primeiro semestre do ano passado, envolvendo a prefeitura, Fundação de Esportes, Confederação Brasileira de Vôlei, com apoio da ex-jogadora da seleção brasileira Elisângela e da deputada estadual Cloara Pinheiro.
São mais de 200 pessoas entre atletas, comissão técnica e outros profissionais envolvidos diretamente no evento. Já foram vendidos perto de 10 mil ingressos, 65% deles para pessoas que moram fora de Londrina.

Além do óbvio desgaste de imagem que ocorreu, Londrina poderia ficar sem um grande evento devido a uma lei que a própria procuradoria da Câmara deu parecer como inconstitucional – não é atribuição da casa legislativa local tratar deste tema e sim a Câmara Federal -, mais do que isso, perderia um ótimo incremento de receita.
Superada a pataquada, acompanhe os jogos de hoje:
Jogos da Copa Brasil
Semifinais Femininas – 27 de fevereiro
18h30 – Sesc RJ Flamengo x Osasco São Cristóvão Saúde
21h – Gerdau Minas x Dentil Praia Clube
Final Feminina – 28 de fevereiro – 21h
Semifinais Masculinas – 7 de março
18h30 – Campinas x Goiás
21h – Cruzeiro x Praia Clube
Final Masculina – 8 de março – 18h30















1 comentário
Zezinho da Silva
Por isso que os bolsonaristas odeiam o STF e fazem campanha cerrada contra ministros do STF enquadrados a dedo por essa escória política. O slogan dos golpistas poderia ser: Nós somos a Constituição! Londrina, enquanto não for revogada essa lei inconstitucional e imbecil, deveria ser punida pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) com a exclusão da cidade e de seu time de seus eventos.