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A queda de um time paulista de futebol impacta e interessa para Londrina?

12 comentários

Por Walter Bittar

Recentemente foi publicado no espaço de opinião da Folha de Londrina, periódico londrinense (que é guarda feroz e corrente dos interesses da região e da cidade), na data de 5 de julho de 2024, um artigo intitulado “A queda de um gigante”.

Na visão do articulista a má fase de um grande e tradicional time do estado vizinho, descrito como um clube hoje sem personalidade, atualmente dominado por interesses reprováveis, com histórico de altos e baixos nas competições futebolísticas, faz com que o futebol brasileiro como um todo, seja impactado pela “decadência de um de seus gigantes”, reclamando ainda que o cenário caótico poderá mudar somente com o tempo.

Mas ao terminar a leitura do texto de um, aparentemente, inconformado e sofrido torcedor de um time paulista, imediatamente fui instado a questionar: Sendo eu londrinense, muito mais interessado nas coisas que importam para a minha terra vermelha, preocupado com o que atinge a cultura e economia pé vermelha, deveria me ocupar e apoiar, sendo também um fã de futebol e torcedor, de agremiações do estado vizinho?

Olhando para a minha realidade, e traçando um paralelo com as lamentações do articulista, observei que, por aqui, assim como narrado naquele texto, também temos uma instituição futebolística com reconhecida história no esporte bretão, que já lotou o estádio do café e outros (maior público da história de São Januário, por exemplo), que já fez (e faz) sofrer e sorrir sua pequena, mas apaixonada, torcida, que, goste-se ou não, é a maior propagadora do nome da cidade e, também, instituição que movimenta a economia local e que por fim e ao cabo, por conta de más gestões e abandono, afundou-se em dívidas, com a consequente derrocada esportiva, tal e qual a situação descrita sobre o time de outra localidade.

Porém, assim como a Fênix, após ter convocada a sua destituição (eu quando presidente do conselho assinei a convocação dos sócios para fechar o clube), o Londrina Esporte Clube ressuscitou das cinzas, e após mudar a forma de gestão, obteve vários acessos, ganhou dois títulos estaduais e um nacional e, atualmente, é uma Sociedade Anônima de Futebol, sempre ostentando o nome e representando a segunda maior cidade do Paraná.

Entretanto, diferentemente de grandes clubes de outros estados, tão prestigiados por aqui, o alviceleste londrinense, não desperta a mesma preocupação e amor da população local que (salvo as exceções), há tempos, abandonou o necessário calor e apoio que vem das arquibancadas, bem como, e principalmente, o interesse em ver crescer o maior representante do nome de nossa cidade, optando por identificar-se e apoiar instituições alienígenas.

Assim, fica o respeito aqueles que abraçam as agremiações de outros estados (pelas mais diversas razões que não compete a ninguém questionar), inclusive financeiramente, mas é necessário destacar que, para quem vive, reside, ganha seu sustento e ama essa terra vermelha, o que nos atinge, nos representa (vencendo ou não) e diz respeito, é o Tubarão do Norte do Paraná, que emprega diretamente mais de 100 pessoas e indiretamente pelo menos outras centenas, movimentando a economia local e que, se devidamente apoiado, tem o poder de impactar positivamente a todos nós e de uma forma muito mais interessante e real do que o suporte e preocupação com qualquer time de outras localidades.

Walter Bittar, advogado e professor, carioca de nascimento, londrinense de coração, conselheiro e torcedor do LEC com muito orgulho e amor.

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12 comentários

  • Infelizmente

    Até O ChatGpt sabe a dor de ver o time medíocre do Londrina indo pirambeira abaixo com os “falsos” investimentos de uma gestão compartilhada com a Intervenção Judicial da Justiça do Trabalho, dos falsos gestores de futebol com sua prateleira de doentes e excluídos do cenário do futebol profissional, sendo necessário acomodar no hospital/dia do LEC e vendido em SAF por uma merreca baiana.
    Inteligência Artificial quase londrinense e norte paranaense:

    “Ir aos jogos do Tubarão tornou-se uma experiência marcada pela desilusão para muitos torcedores. A paixão que envolvia vestir a camisa alviceleste e se dirigir ao Estádio do Café deu lugar a um sentimento crescente de frustração. A promessa de uma equipe em busca de acesso à série superior frequentemente se choca com a realidade de resultados insatisfatórios e desempenhos abaixo das expectativas.

    Cada visita ao estádio, antes um ritual carregado de esperança, transforma-se em uma sequência de desapontamentos. O entusiasmo inicial começa a desvanecer diante de um padrão repetitivo de derrotas e atuações irregulares. A dificuldade em ver o time alcançar as metas propostas faz com que a experiência de ir às arquibancadas se torne desgastante.

    O afastamento dos jogos não reflete apenas a insatisfação com os resultados, mas também um desejo mais profundo de ver o time reverter a situação e retomar o caminho das vitórias. Esse distanciamento pode ser visto como uma forma de proteção emocional, uma tentativa de evitar a dor de novas decepções.

    Embora a frequência ao estádio tenha diminuído, o carinho pelo Londrina Esporte Clube persiste, envolto em uma tristeza silenciosa. A esperança de que o time volte a corresponder às expectativas e recupere o brilho das memórias antigas ainda existe, mesmo que as idas às arquibancadas tenham diminuído.”

  • a culpa de não termos torcedores é que somos uma cidade Paulista em solo paranaense , lotam o estádio quando o Tubarão está em finais , ou quando os reservas dos grandes paulistas vem fazer amistosos no Café.

    • Melhor seria ser carioca no Paraná?
      Que tal procurar sua turma?

    • União pelo Dinheiro do Brasil

      Vão a shows de Milton Nascimento, Roberto Carlos, “Sertanojos” ou do Titãs?
      Vão consumir o que desejam e não o que mandam fazer.
      Não aprenderam ainda com os londrinenses, que não aceitam ordens de “superiores”, que se dizem adonar da terra vermelha e conquistada com suor e muito trabalho.
      Mais respeito aos outros.
      Viva Agostinho Garrote, salvou o Londrina Esporte Clube e seu CNPJ da morte anunciada, e fez o simples, na frente de tantos “doutores” e “(i)letrados” nessa terra de aventureiros também no Esporte Bretão, que se diz mais amado do mundo.
      Chega de aventurar no Futebol.
      Agem em Londrina como torcedores e não como dirigentes, além do que alguns não querem comprar ingresso e ficam pedindo esmola como ingressos convites.
      Futebol profissional é para ser competentemente administrado, não como o futebol de fim de semana na Associação dos magnatas públicos ou de clubes quase falidos da cidade.
      Não perturbem as coisas. Para chegar à final precisa ganhar partidas, coisa que faz muito tempo que não vemos em sequência.
      Aliás: a quanto tempo não passamos de fase na Copa do Brasil, mesmo valendo dinheiro?

  • Ridículo é a determinação em Ata no Ministério Público Estadual e “torcedores” que se acham dono do espetáculo bretão: se for com a camisa do Fernandinho no Manchester City no jogo do Londrina, não pode. Se for com a camisa do Brandão no Olimpique de Marselha não pode. Andar arrumando arruaças pode?
    MP de Londrina é uma piada.

  • Fernando TFA

    Não poderia esperar outra coisa do amigo bairrista, pé vermelho, caipira e orgulho, torcedor, e que amar e vive este clube da cidade, o famoso LONDRINA EC. Parabéns Dr, Bittar.

  • Orgulho de ser torcedor do LEC, ao contrário daqueles torcedores de um grade time paulista vinculados por Lula como agressores de mulheres. Fiquem em paz, a vergonha não cabe a vocês e sim a quem proferiu tal absurdo, porém exigir vergonha na cara desse ser e algo que não cabe em seu caráter.

    • Mirassol é time exemplo para Londrina.
      Paga em dia.
      Revela jogadores.
      Contrata bem.
      Sobe na tabela e nos campeonatos que disputa.
      Tem pequena torcida e ninguém reclama, mesmo ao lado da pujante São José do Rio Preto.
      Aqui em Londrina só reclamam. Façam seus trabalhos corretamente.
      Mas o culpado sempre é o poder público, os empresários de outros setores e o coitado da família torcedora, que é acossada por inúteis puxadores de briga.
      Quer outro exemplo: Domingo, decisão de se sobe para a primeira divisão do Paranaense. Paraná Clube fatura no Couto Pereira do Coritiba, mais de 1.milhão de reais e quase 30 mil torcedores.
      Segunda Divisão do Paranaense de Futebol.
      Parem de reclamar e vão trabalhar.

    • Sr Genildo não entendi direito, time vinculado ao Lula? sei que ele torce pro Corinthians mais vínculo? acho que não tem. agressor de mulheres? pra se ter uma ideia é o time que mais apoia o futebol feminino. acho que o Senhor não foi correto no seu comentário, eu por exemplo sou filho de paulista que torcia pro Corinthians e aprendi a torcer também para o time em questão, isso não é absurdo e também não me faz um sem vergonha. vergonha na verdade deveria sentir a federação paranaense de futebol em organizar um campeonato que é quase sempre pura marmelada, quantas vezes vimos os times do interior ser prejudicado pela arbitragem e quantas vezes vimos os times da capital ser prejudicado pela mesma arbitragem.se é que existe um segundo time no coração esse é o LEC e se jogar contra o Corinthians eu sou Londrina.

  • O culpado é o torcedor?
    O culpado pela falta de clientes na sorveteira é do povo que não toma sorvete ruim e leva ao fechamento do estabelecimento?
    O culpado por pagar salário a jogador incompetente é ruim é do torcedor que compra camisa cara?
    Quem contrata jogador ruim é culpado.

  • Se estivermos na Série B em 2025 sim.
    Oras Bolas.
    Time de Série B jogaria com o descenso da Série A.
    Mas prefere-se contratar o Pirambu?
    O influencer?
    O genro de cantor sertanejo?

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