Por Mário César de Carvalho*
s eleições municipais estão chegando! Aquele momento mágico em que todos nos tornamos especialistas em política, educação, segurança, mobilidade urbana, economia e saúde pública no mesmo nível, ou mais, que o da nossa reconhecida expertise quando o assunto é futebol.
E aqui, na Terra de Pindorama, escolher o melhor candidato é quase uma arte performática digna de um espetáculo circense, com toques de comédia stand-up.
Mas afinal, como escolher o melhor candidato?
Cá entre nós, vamos admitir que o candidato perfeito não existe. Se existisse, ele provavelmente seria um tipo de super-herói, capaz de resolver, com a rapidez de um trem bala japonês todos os problemas que assolam o Município antes mesmo do intervalo do Jornal Nacional. Teria que ter o carisma do Tony Stark, a ética do Capitão América e a força da Mulher Maravilha—mas sem o laço da verdade, porque, vamos e venhamos, a política é um terreno pantanoso.
Falando claramente, um bom Alcaide deve ter um bom plano de governo. E nós eleitores precisamos estar atentos a esses tais planos de governo já que, via de regra, a maioria deles, senão todos, são como aqueles projetos de dieta que nós fazemos em janeiro: ambiciosos, cheios de promessas, bem-intencionados e muito bonitos no papel, mas que rapidamente abandonamos na primeira semana após o dia primeiro de janeiro. Então, é preciso considerar que um bom candidato ao cargo maior do Município é aquele que apresente um plano de governo que seja minimamente viável e não um que prometa transformar a nossa cidade em uma Dubai em quatro anos.
Outra qualidade necessária para um bom candidato é a oratória. Isto porque um bom Prefeito (Gestor para os moderninhos) precisa ser capaz de convencer você de que mesmo que o mundo esteja pegando fogo, ele tem um plano—e um bom plano. Isso pode significar transformar promessas vagas em algo que parece profundo e significativo, como, por exemplo: “Vamos revolucionar a educação com inovação e tecnologia” que traduzindo nada mais é que “Vou colocar Wi-Fi nas escolas”.
Outra coisa que nós eleitores precisamos estar atentos é sobre o passado daqueles que desejam administrar a nossa cidade! Se você, um cidadão comum, fica com dor de barriga quando sabe que o RH da empresa na qual você se candidatou para um novo emprego irá fazer uma investigação social sobre a sua “vida pregressa”, imagine o que deve passar pela cabeça de um candidato neste momento, principalmente daqueles que estão na política há muito tempo. Um bom candidato deve ter um passado limpo, ou pelo menos, um passado onde os “deslizes” dele sejam menores do que os dos outros que concorrem com ele. É claro que todos nós já fizemos uma ou outra bobagem no passado, agora se o seu candidato a Prefeito tem um histórico parecido com o do Coringa, talvez seja o caso de você reavaliar a sua escolha.
Cumprir promessas é outra qualidade necessária para aqueles que almejam ser o próximo ocupante da alcaidia. Talvez o verdadeiro teste, já que, convenhamos aqui, na maioria das vezes as promessas eleitorais são tão improváveis quanto ganhar na loteria duas vezes seguidas. Assim o melhor candidato deve, antes de qualquer coisa, ser realista: nada de promessas como pôr fim à corrupção, alcançar a paz mundial, criar um santuário para as baleias, ou tão somente resolver o problema das pombas no Bosque já no primeiro ano de mandato.
Até porque, não se pode esquecer que mesmo entre o mais bem intencionado dos candidatos e suas promessas de campanha, se eleito, existirá a Câmara de Vereadores, os partidos que lhe darão sustentação, a oposição, os funcionários municipais, os sindicatos, os ativistas, os empresários, a imprensa e, é claro, as temidas redes sociais.
Ah! Não podemos nos esquecer também da simpatia! Vamos ser sinceros, todo mundo gosta de um candidato simpático e que, para a maioria dos eleitores o melhor candidato deve ser sorridente e para um ou outro, basta ele ser “uma gracinha”. Deve ser aquele tipo que se você encontrar em uma festa de família, pode conversar com ele sobre futebol, política e, quem sabe, até sobre aquela receita de bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Sim, é certo que simpatia não resolve tudo, mas ajuda a fazer com que as promessas mais absurdas soem como um “talvez” ao invés de um “nunca”.
Na verdade, o melhor candidato é aquele que consegue agradar a gregos e troianos—ou, pelo menos, a maioria das tias do Zap Zap. Se ele conseguir unir a turma do “sou contra tudo que está aí” com a galera do “deixa o homem trabalhar”, já terá meio caminho andado.
Então, qual é o melhor candidato?
A resposta, meu caro eleitor, é que depende de a quem você perguntar. Mas, independentemente das preferências e simpatias pessoais, o melhor candidato é aquele que além de ter boas propostas e um histórico minimamente decente, consegue te fazer rir, chorar, e talvez até acreditar que a cidade irá dar certo—mesmo que seja só até a próxima eleição. Afinal, na política, como na vida, o importante é escolher aquele que te faz crer que, apesar de tudo, vale a pena seguir em frente. E no final, se tudo mais falhar, pelo menos sobrarão boas histórias para contar. E boas histórias palacianas é o que não falta aqui nesta pequena Londres.
Mário César Carvalho é advogado, professor de direito e articulista deste blog














4 comentários
Eliete
Está cada dia mais difícil acreditar naquilo que os candidatos prometem. Deveriam passar por um detector de mentiras e um teste psicológico para avaliá-los moralmente.
Meus pêsames pra DEMOCRACIA
Tiago de Família de Cambé;
Maria Heloisa de Sampa;
Barbosa cassado;
Tercílio e octogenário;
Vila é o Coronel que pega leve o algoz playboy;
Isabel é a petista ;
Diego é o desconhecido e pode sair mais ainda.
Nulo será bem votado e terá empate técnico com abstenção.
Biroska
Isabel do PT. PT na veia. PT no poder.
Jose Aparecido
qua qua qua voltei seo paçoca qua qua qua de acordo com o que eu li só sobrou a candidata Maria Tereza qua qua qua, o cambézinho playboy esquerdinha camburão não engana ninguem, o nudes tambem não, PT cruz credo, o que veio de outras bandas nem sei porque é candidato qua qua qua outro só quer se vingar do playboy e por fim tem aquele com um carisma digno de Biden qua qua qua deixa eu parar qua qua qua