“O Inferno São Os Outros”. A frase do filósofo e escritor francês, Jean Paul Sartre, nunca esteve tão na moda.
Hoje o candidato ao senado pelo Novo, Deltan Dellagnol foi entrevistado pela CBN do Paraná. Confesso que não gosto muito de entrevistas onde os entrevistadores não retrucam o entrevistado mesmo quando mostram posturas incoerentes.
Vejamos algumas delas na entrevista de hoje.
Dallagnol disse que está elegível. Na verdade a elegibilidade dele ainda não está definida. Sim, há uma posição favorável do Ministério Público Eleitoral, no entanto o caso ainda não foi julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral.
O candidato fala muito em combate à corrupção. Cita sempre a Operação Lava Jato, da qual foi protagonista e que gerou sim bons resultados de combate à corrupção. Mas não fala que quem enterrou a Lava Jato foi o governo Bolsonaro, cujo filho, Flávio, é seu aliado político agora. Logo Flávio Bolsonaro que tem uma série de denúncias de ligações com milicianos, com compra de imóveis em dinheiro vivo, envolvido em denúncias de lavagem de dinheiro, além de ligações intimas com Daniel Vorcaro.
Aliás, foi seu amigo e irmão camarada, Sérgio Moro, que deixou o ministério da Justiça afirmando com todas as letras que havia corrupção no governo Bolsonaro envolvendo os filhos do então presidente, incluindo aí Flávio Bolsonaro.
Quer mais? Ninguém ouviu um único sussurro sobre as operações da Polícia Federal contra o deputado Ricardo Arruda e sua esposa sobre rachadinha, aliás, são várias as acusações neste sentido.
Aliás, na entrevista disse que “a maioria dos políticos é corrupto” . Mas devem ser só os adversários.
Se diz contra o sistema, mas por anos foi bancado com salário generoso pelo Partido Novo para ser seu garoto propaganda. E, só para constar, uma das bandeiras do NOVO era não usar de forma alguma os fundos partidário e eleitoral. Porém, como política muda como as nuvens no céu, o candidato ao senado já recebeu 1,4 milhão do fundo eleitoral para sua campanha.
Pois é, o sistema continua firme e forte.














6 comentários
antonio gonçalves filho
A incoerência é inerente ao bolsonarismo!
Buia
E o Antônio Belinati que recomendou o voto em seu Facebook para os Boca Aberta
Criminosos se entendem
https://impactopr.com.br/boca-aberta-e-condenado-a-16-anos-de-prisao-e-situacao-eleitoral-se-complica/
https://blogpoliticamente.com.br/candidato-a-deputado-federal-e-condenado-a-16-anos-de-prisao/
Prof. Paulo Minozzo
Mas aquela galera que veste camiseta da seleção e vai pro meio da rua lutar contra “tudo que tá aí”, sem ao mesmo conseguir minimamente explicar, em uma frase com início, meio e fim, o que seria esse “tudo”, vai na conversa fiada desse pessoal. Galerinha da moral elástica, da safadeza seletiva.
Jordão Bruno
Deltan já teve seu mandato de deputado federal cassado pelo TSE por irregularidades na campanha de 2022, ou mais claramente, porque nem deveria ter sido candidato pois já era inelegível. Mas o partido Novo encontrou uma forma do ex-procurador continuar na mamata vivendo com o dinheiro público. O Novo passou a pagar o salário de R$ 42,5 mil mensais a Deltan Dallagnol com dinheiro do fundo partidário. A situação jurídica que levou à cassação de Deltan não mudou desde 2022, mas ele teima em repetir a cantilena de que é elegível. Deltan é o típico bolsonarista que se acha acima da lei, lei mesmo só para os inimigos. A única coisa boa na campanha do Deltan é que ele vai dividir os votos dos crentes com o outro evangélico, o bolsonarista Filipe Barros.
Gustavo Cazé Rucha
E a do Amin Hannouche?
Mudou tanto de partido que foi perdendo bens?
Agora no PL de ocasião?
https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/SUL/PR/20322002026/160002547580/2026/PR
Sem Bens a Declarar
https://angelorigon.com.br/2026/08/31/nao-ha-bens-a-declarar/
Tomou
https://www.instagram.com/reel/DctZjOURHZ4/?igsi=MXM4Nm5xc3V4YW01aA==
Tóin
https://impactopr.com.br/cornelio-procopio-vai-que-e-tua-hannouche/
Jordão Bruno
Depois de ser um péssimo procurador, Dallagnol está se revelando um político ainda pior. Não passa de mais um reles político da extrema direita.