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Cláudio Osti

Câmara de Vereadores e Prefeitura de Londrina dizem que conseguiram 15 milhões para a Assistência Social

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Câmara de Vereadores e Prefeitura de Londrina dizem que conseguiram 15 milhões para a Assistência SocialA Câmara de Vereadores de Londrina realizou ontem uma audiência Pública para discutir o Orçamento de 2026. As galerias estavam lotadas de pessoas indignadas com a possibilidade, anunciada anteriormente pela prefeitura, de corte de 17 milhões do orçamento da Assistência Social. Há semanas o tema é um dos mais debatidos em Londrina, até porque impacta no atendimento à milhares de pessoas que dependem dos serviços prestados pela Secretaria da Assistência.

O clima foi tenso. Houve bate-boca entre vereadores e secretários municipais. Sobraram baixarias e até um video mostrando o presidente da Cohab, Luciano Godoi Martins, durante a audiência olhando o celular que estaria mostrando imagens impróprias. Ele nega, (veja abaixo uma nota oficial de Martins.

Enfim, em resposta às mobilizações contra os cortes no orçamento da Secretaria de Assistência Social, a Câmara de Vereadores decidiu cortar R$ 4 milhões do seu orçamento anual para serem destinados à pasta. Já o prefeito Tiago Amaral, em suas redes sociais, disse que conseguiu R$ 11 milhões do Governo do Estado que também serão destinados  à Secretaria de Assistência.

O presidente da Câmara, Emanoel Gomes, que vem insistindo em criar uma TV para divulgar os “feitos” dos vereadores, a um custo de R$ 4,6 milhões, disse que “A Câmara de Vereadores dá um passo muito importante no dia de hoje. Esse recurso de R$ 17 milhões que foi suprimido da Assistência Social atende muita gente em Londrina e essas pessoas têm o nosso respeito. Como gestor, eu não poderia ficar com os olhos fechados diante disso. Então nós chamamos a Mesa Executiva e o nosso financeiro da Câmara de Vereadores e chegamos à decisão de fazer um corte”, disse ele. Com o repasse, o orçamento geral do Legislativo para 2026 totalizará R$ 63 milhões. 

Corte mobiliza entidades
O corte mobilizou entidades que alertaram para o risco de extinção de programas essenciais, redução de atendimentos e demissão de trabalhadores do setor. “As prioridades do povo são: Saúde, Educação e Assistência Social”, afirmou Rita de Cassia Lemos Barboza, integrante do Conselho Municipal de Assistência Social.

Explicações do Executivo
As exposições técnicas sobre os projetos ficaram a cargo da diretora de Orçamento, Darling Maffato, e do secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Marcos Rambalducci. O prefeito determinou e desta vez também foram para a audiência a secretária municipal de Assistência Social, Marisol Chiesa; o secretário de Obras e Pavimentação,  Otávio Vitor Gomes; o secretário de Gestão Pública, Sergio Willian Costa Becher; o secretário de Recursos Humanos, Rodrigo Altair Silva e Souza; o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Felipe Prochet; o diretor-presidente do Ippul, Claudio Bravim; o controlador-geral, Guilherme Arruda Santos, e o superintendente da Acesf, Péricles José Menezes Deliberador.

Em sua fala, Rambalducci manteve o discurso de que, em um cenário de dificuldades financeiras do Município, a busca pela otimização de recursos é necessária. “É um absurdo que só 5% dos recursos da Assistência Social venham da União e 95% fiquem sob a responsabilidade do município. Mas nosso prefeito conseguiu trazer R$ 11 milhões para complementar o orçamento da Assistência Social. Ele havia dito que iria atrás de recursos e foi o que ele fez”, afirmou.

O Plano Plurianual (PPA) 2026-2029 possui um orçamento total estimado em R$ 19,41 bilhões para o quadriênio. A proposta está estruturada em 6 eixos estratégicos: Saúde e Bem-Estar; Educação e Promoção Cultural; Desenvolvimento Econômico; Segurança Pública; Gestão Inteligente e Meio Ambiente.  Já a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026 prevê despesas gerais de R$ 3.733.831.000,00. 

VEJA ABAIXO A NOTA OFICIAL DO PRESIDENTE DA COHAB

Em relação às imagens divulgadas em redes sociais sobre o suposto consumo de conteúdo inadequado por mim, esclareço que se trata de mais uma tentativa leviana de criar mentiras e factoides.

Sou um cidadão comprometido com o meu trabalho e com os compromissos que assumo como homem público. Minha vida profissional sempre foi pautada pela ética.

Nesse sentido, estou com a consciência tranquila e me coloco à disposição, inclusive, para que seja realizada uma perícia no meu telefone celular para dirimir quaisquer dúvidas.
Informo ainda que tentativas de manchar minha imagem pública e o trabalho que vem sendo realizado pela Cohab Londrina (quase quatro mil moradias populares viabilizadas em apenas 10 meses), serão enfrentadas com o rigor da lei e o devido processo judicial.

Luciano Godoi

*Com informações da Assessoria da Câmara

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4 comentários

  • Se não precisares tirar recursos para saúde,, educação, segurança e etc… Para enviar a empresa deficitária CTD para custear folha e viagens, sobrava dinheiro.

  • Vai Macedão

    Enquanto fingem economizar cortando verbas da assistência social, os vereadores de Londrina torram dinheiro público em viagens inúteis.

    Só em 8 meses, R$ 110 mil foram queimados em diárias para passeios travestidos de missão oficial’ em Brasília, Florianópolis, Manaus, Foz do Iguaçu, Curitiba e afins, segundo dados coletados pelo apresentador Macedão.

    Vereador é eleito pra trabalhar na cidade, não pra fazer turismo institucional. Isso é desvio de função descarado.
    Caso para o MP.
    Flávia Cabral passou 20 dias fora, Mateus Thum 16, Valdir Santa Fé 12. Flávia e sua torrou quase R 20 mil, mais da metade com assessora só em Foz do Iguaçu.

    Mas a prioridade é manter a ‘TV do Milhão’ no ar e arrancar do social. É cinismo em estado puro. Não existe dinheiro da Câmara. Esse grana é da população. A quem esses vereadores acham que enganam?

  • TV do Milhão

    Bastava cancelar a milionária TV do Milhão da Câmara e direcionar os recursos para a área social. Mas, ao que tudo indica, elegemos vereadores que preferem legislar contra os mais pobres, não por eles.

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