Ela dá entrevista, sai na foto. Mas a caneta está com ele

A governadora  Cida Borghetti e o governador em exercício, ao fundo, Ricardo Barros: Foto: Jaelson Lucas / ANPr

Cida Borghetti chegou ao governo do Paraná graças ao marido, o deputado federal Ricardo Barros – ambos do PP. Para cacifar-se junto ao tucano Beto Richa, que disputava a eleição em 2013, Barros ameaçou lançar seu irmão Silvio, no segundo mandato como prefeito de Maringá, na disputa pelo governo do Estado. Era blefe, já que o irmão não tinha a menor chance, mas o blefe deu certo: em troca da “retirada” da candidatura de Silvio, Ricardo impôs Cida como vice de Beto.

Beto renunciou em 6 de abril para disputar uma vaga no Senado, Cida assumiu o cargo, mas – os relatos são unânimes – quem manda mesmo no Palácio Iguaçu e demais órgãos vinculados ao governo do Estado é Ricardo. É ele quem nomeia, quem despede, quem promove ou rebaixa, quem diz o que a mulher deve fazer.

A mulher e o irmão Silvio, que ele pôs no comando da Secretaria de Desenvolvimento Urbano para minar a base de apoio de Ratinho Júnior (PSD)

. Rival de Cida nas eleições de outubro, Ratinho chefiou a Pasta durante três anos e ganhou a simpatia dos prefeitos.

É tanta a desenvoltura de Ricardo que ele despacha com frequência no gabinete de Cida, usado, quando ele não está, para receber prefeitos e assinar convênios já assinados pelo antecessor. Ricardo ganhou, por isso, o apelido de “primeiro-damo”, mas os fatos mostram que ele é o governador, Cida a primeira-dama que se curvou à condição de figurante de uma peça de teatro mambembe, da qual, por necessidade, participam prefeitos e outros coadjuvantes..

 

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