do N.Com
A Prefeitura de Londrina inicia, na próxima semana, uma nova etapa do processo de Recadastramento Imobiliário. A medida, conduzida pela Secretaria Municipal de Fazenda, envolve a atualização do Cadastro Imobiliário Fiscal que contém as características dos imóveis da cidade, sejam eles residenciais ou não, especialmente quanto à área construída e aos parâmetros construtivos. Com base em um levantamento feito com imagens aéreas, a Prefeitura fará a notificação de proprietários cujas edificações estejam em divergência com o cadastro imobiliário.
A notificação se aplica aos imóveis que tenham sido identificadas com mudanças na área construída e também aos terrenos que, ao invés de vagos, tenham alguma edificação. As imagens áreas foram captadas em 2019 e 2020, pela Infraero, que cedeu os arquivos ao Município. Na sequência, a Prefeitura contratou a Faperp – Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de São José do Rio Preto, que utilizou tecnologia de georreferenciamento para medir a área construída de, aproximadamente, 200 mil lotes da área urbana da cidade.
Esse trabalho, conduzido no decorrer de 2024, compôs um banco de dados que foi analisado pela equipe da Secretaria Municipal de Fazenda (SMF). Do total de 330.595 inscrições imobiliárias, foram aplicados alguns filtros de exclusão. Por exemplo, imóveis verticais, ou com IPTU Social, patrimônio público e outras condições, não entraram no rol do recadastramento.
Também foi estabelecido um desconto de 10% sobre a área construída identificada nas imagens, correspondente ao beiral de cada edificação. E foram excluídas as análises cuja diferença, para o cadastro imobiliário, fosse maior ou igual a 10m², e maior ou igual a 5% da área construída. Isso resultou em 65.888 inscrições com dados de construção discrepantes.
Quanto aos terrenos baldios, estes somavam 32.587 inscrições imobiliárias. As novas imagens revelaram que 12.423 possuem algum tipo de edificação.
Com isso, a partir da próxima semana, os proprietários de 78.311 inscrições imobiliárias serão notificados pelo Município, por meio de correspondência oficial a ser entregue pelos Correios. O intuito dessa medida é permitir que a Prefeitura atualize seu cadastro imobiliário e faça os lançamentos tributários adequados, seja para mais ou para menos.

Em entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta-feira (14), o secretário municipal de Fazenda, Eder Pires, citou que o último recadastramento foi feito pela Prefeitura em 2001, o que resulta em 24 anos de defasagem nas informações utilizadas. “No trabalho atual, identificamos cerca de 65 mil imóveis com ampliação de área e aproximadamente 12 mil imóveis que constam como terreno no cadastro, mas que, pelas imagens, apresentam construção. A regularização cadastral é obrigação do contribuinte. Se ele fez uma construção, deve primeiro regularizá-la na Secretaria de Obras e, depois, atualizar o Cadastro Fiscal. O que estamos fazendo agora é regularizar aquilo que o proprietário não fez”, destacou.
Caso o proprietário discorde da metragem identificada na notificação, ele poderá acessar um serviço on-line criado exclusivamente para esse fim, informar o número da inscrição imobiliária mais o código validador informado na correspondência, e fazer a sua contestação em até 30 dias. Esses pedidos de revisão da notificação poderão ser avaliados com vistorias em campo, que serão iniciadas após o prazo expirar. Se o proprietário concordar com os dados da notificação, não há necessidade de manifestação.

O secretário municipal de Fazenda explicou que os casos de aumento da área construída podem resultar em aumento dos valores lançados no IPTU, assim como nos lotes em que foi identificada a construção de piscinas, pois é um item que acresce no valor venal. “Há impactos positivos na arrecadação, especialmente no caso das áreas ampliadas. Porém, no caso dos terrenos que foram identificados com construção, pode ocorrer redução na arrecadação. Isso porque a alíquota do IPTU sobre terreno é de 1,8%, enquanto, quando há construção, a alíquota cai para 0,6%. Mas reforço que o nosso interesse é ter um cadastro que reflita a realidade das construções da cidade, não se trata meramente de buscar aumento de arrecadação”, ressaltou.
Para o próximo ano, a Prefeitura já elabora a licitação que vai permitir contratação de uma nova empresa, responsável pela coleta das imagens, elaboração dos dados cartográficos e comparativo com o cadastro imobiliário. A expectativa é que essa captação e análise ocorra em um prazo de seis meses a um ano, permitindo nova atualização em 2027.
Outra medida, que deve ser protocolada na Câmara Municipal até o próximo mês, é o projeto de lei para criação do Regulariza Londrina – Imóveis. “A proposta prevê um processo simplificado de regularização para que os proprietários consigam, inicialmente, o ‘Habite-se’, etapa inicial para regularização completa e averbação no cartório. Muitas vezes o proprietário evita regularizar por causa da complexidade do processo. Com essa simplificação, vamos facilitar a regularização dos imóveis em Londrina”, adiantou Pires.















15 comentários
Cadê o MP e TCE
O secretariado do Tiago Amaral contrata Fundação de São Paulo?
E o pai dele é o Conselheiro de Tribunal de Contas do Paraná?
Olha aí o rolo:
Faperp – Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de São José do Rio Preto
Vergonha para o ex deputado filho de Conselheiro do TCE!
https://www.tce.sp.gov.br/6524-repasses-para-fundacao-em-rio-preto-sao-julgados-irregulares-pelo-tce
Cadê o MP?
#tiagoamaraldeputadodederal
Devíamos lançar a campanha do atual prefeito a eleição de deputado, assim nossa cidade fica livre desse tem desgovernado e sem rumo.
Nossa cidade vai pagar caro pelas escolhas erradas
Luiz Flavio
O prefeito Tiogro – o competente – não precisa fazer Campanha pq o papi do TCPr – Tribunal de Contas do Paraná se encarrega de eleger o aprendiz de Político facim facim utilizando suas armas nada secretas.
Tóin
E a Mitra Diocesana?
https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cdr-n-39-de-12-de-novembro-de-2025-668951884
AMOPEL
Tiago Amaral é amigão do povo Londrinense.
Que presentão de fim de ano.
E os verradores que se elegeram com voto do povão vão ficar calados?
Vamos deixá-los famosos pela AMOPEL – Associação de Moradores da Periferia de Londrina.
Kledir
… “não se trata meramente de buscar aumento de arrecadação”, ressaltou.
Cada um tem um nome para aumento de imposto, tem uns que chamam de “corrigir as distorções”, outros de “justiça tributária” e no fim das contas sobra no lombo do conteibuinte.
Luiz Flavio
No inicio de 2026 vai precisar de dinheiro público para dar movo aumento para o Secretariado que já ganham uma fortuna. Enquanto o restante do Funcionalismo tem 4% de correção parcelado. Isso sim é corrigir as distorções na cabecinha do prefeito TIOGRO – o competente –
Dois pesos e Duas Medidas
Cobrar mais IPTU de 78 mil imóveis é um tapa na cara do povo.
E, como sempre, quem mais sofre são os mais humildes.
O rico contrata engenheiro, legaliza a obra e segue tranquilo. Já o trabalhador, que mal tem como pagar as contas, ergue um puxadinho com as próprias mãos, aos poucos, parcelando material, pra dar um teto digno à família ou acolher o filho que casou.
Falta empatia da prefeitura.
O prefeito e seus secretários, com salários altíssimos, parecem viver numa bolha, alheios à realidade de quem sua pra sobreviver.
A corda sempre arrebenta do lado mais fraco.
E os grandes?
Os milionários?
Até hoje o prefeito não deu o nome daquele prédio de luxo que poluiu o Lago Igapó.
A imprensa também não cobra.
Dois pesos, duas medidas. Para o pobre, aumento. Para o rico, silêncio.
Marcos ramcanboli
Existem meios bem simples de verificar mudanças em imóvel, mesmo que não declarem.
Quem não quiser pagar iptu é só se mudar pro Suriname, la nao cobram
Cobrança Urgente
A tão prometida ponte estaiada que ligaria a Avenida Madre Leônia Milito à Rua Senador Souza Naves, anunciada como o novo cartão postal de Londrina, segue apenas no papel.
Vendida como contrapartida das construtoras pela liberação de prédios na Avenida Harry Prochet ainda na gestão Marcelo Belinati, a obra nunca saiu do chão.
Os prédios estão quase todos em fase final, mas a ponte, o mirante e a passarela para pedestres ficaram só na foto e no arquivo do IPPUL.
E o mais grave é que o atual prefeito, Tiago Amaral, não cobra absolutamente nada. A prefeitura está deixando as construtoras lucrarem milhões sem entregar a infraestrutura necessária e prometida.
O caos no trânsito já dá sinais, como nos congestionamentos da Higienópolis e Ayrton Senna.
É urgente saber quando a atual gestão vai cobrar as construtoras ?
Saber quanto custou ao IPPUL o projeto da ponte estaiada?
Qual o valor investido em um desenho bonito que nunca se concretizou?
E quem vai fiscalizar para que a expansão na região não contamine o Lago Igapó e o Parque Arthur Thomas?
Enquanto isso, a população paga a conta do silêncio e da omissão. Londrina precisa de ação, não de marketing.
Antonio Xavier
Victor Hugo
Hoje em dia, é possível medir o telhado de uma casa de graça usando o Google Maps.
Castro
Alguém sabe quanto custou a contratação da Faperp (Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de São José do Rio Preto)?
Em plena era digital, usam dados de 2019 como se fossem atuais . Isso mesmo, quase sete anos atrás!
Uma gestão que vive falando em inovação, mas opera com ferramentas da Idade Média. Só falta rodar relatório em papiro.
E o ‘visionário’ do poeta Alex Canziani?
Vive pousando de moderno, mas não consegue trazer um centavo da estrutura de inovação que tanto bajula em Curitiba.
Fala em futuro, mas entrega passado. Menos discurso, mais resultado, porque de propaganda e vaidade, Londrina já está cheia.
Xavier
Agora são 78 mil imóveis com metragem maior que vão pagar ainda mais IPTU para alimentar a locomotiva comandada por Tiago Amaral. E, como sempre, a conta deve pesar justamente nos bairros mais carentes da cidade, porque o trem da justiça fiscal por aqui ainda está fora dos trilhos.
Vale lembrar que o ex-prefeito Marcelo Belinati já havia apertado o bolso do contribuinte com um aumento expressivo no IPTU e, em parceria com Marcelo Cortez, conhecido carinhosamente como o “Pai dos Radares”, ajudou a consolidar o que muitos chamam de “Indústria da Multa”.
A lógica é simples, eles gastam, e a gente paga. O passageiro é sempre o mesmo, o cidadão comum, que nem escolheu o destino dessa viagem. Até quando vamos bancar esse vagão de exageros?
Sérgio
Li seu comentário acerca da indústria da multa, provavelmente é um daqueles que tomam multa. Se andarmos dentro da Lei não será penalizado. Te indico ver um vídeo produzido na Suécia e dará uma reflexão sobre esse seu pensamento de que q culpa é de quem aplica lei e não de quem infringe. Ao meu ver o Sr tem algum problema com os Marcelos vá até eles e resolva
Descrente
Desde 1949 usa-se imagens aerofogrametricas aqui em Londrina não foi diferente, esse processo é necessário e só ocorre pela ineficiência/ausência da fiscalização, vai precisar diferenciar casa de cachorro, telhado pra cobrir restos de construção das construções de alvenaria, como terreno limpo paga-se mais caro o IPTU, a confusão está só começando .