Desde 2008

Editor:
Cláudio Osti

Foragido há 30 anos, Marcos Panissa, autor de um dos mais emblemáticos feminicídios de Londrina, foi preso no Paraguai

5 comentários

do G1

Marcos Panissa, condenado a mais de 20 anos de prisão por matar a ex-esposa Fernanda Estruzani Panissa com 72 facadas, foi preso no início da tarde desta quarta-feira (15) em Assunção, no Paraguai.

Ele era considerado foragido desde 1995 e chegou a constar na lista vermelha da Interpol.

Ainda não há informações oficiais sobre as circunstâncias da prisão, nem quando ele deve ser enviado ao Brasil. A TV Globo apurou que ele estava sendo monitorado pelo serviço de inteligência da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad).

O assassinato aconteceu em Londrina, no norte do Paraná, no dia 6 de agosto de 1989. O caso foi abordado no programa Linha Direta, da TV Globo.

Marcos confessou ter cometido o crime por ciúmes, por não aceitar ver Fernanda começando um novo relacionamento. Na época, ele tinha 23 anos. Fernanda tinha 21.
Marcos Panissa matou ex-esposa em Londrina — Foto: Maurício Ferraz/TV Globo

Marcos Panissa matou ex-esposa em Londrina — Foto: Maurício Ferraz/TV Globo

Série de julgamentos

Em 1991, Marcos foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato da ex-esposa. Houve um protesto por novo júri — recurso da defesa que permitia um novo julgamento quando a condenação fosse igual ou superior a 20 anos, mas que foi revogado em 2008.

No ano seguinte, em um novo julgamento, Panissa foi condenado a 9 anos de prisão. O Ministério Público recorreu e o júri foi anulado com base em uma composição irregular do conselho de sentença e decisão em desacordo com as provas dos autos.

Enquanto isso, Panissa respondia ao processo em liberdade.

No dia marcado para o terceiro julgamento, em 1995, ele não compareceu ao tribunal, teve a prisão preventiva decretada e, desde então, estava foragido.

Em 2008, uma nova sessão do Tribunal do Júri foi convocada após uma mudança na lei, que permitiu o julgamento à revelia. Com a alteração, não é mais necessária a presença do réu em plenário do Júri para que o julgamento possa ser realizado.

Naquele julgamento, ele foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão. A pena não havia começado a ser cumprida porque ele não foi localizado.

Crime que chocou Londrina completa 30 anos sem autor cumprir a pena

Crime que chocou Londrina completa 30 anos sem o autor cumprir a pena
Em 2018, a juíza Elisabeth Khater destacou no processo que, se Panissa não fosse encontrado até novembro de 2028, o crime iria prescrever e ele não poderia ser preso.

A juíza pediu, na época, para que a Interpol prorrogasse a validade do alerta na Difusão Vermelha – ferramenta de cooperação policial internacional que ajuda a localizar pessoas procuradas pela Justiça para fins de extradição.

Compartilhe:

Veja também

5 comentários

Deixe o seu comentário