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Cláudio Osti

Gaeco deflagra megaoperação contra o crime organizado, com o cumprimento de 559 mandados no Paraná e mais três estados

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Do MP PR
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná deflagrou na manhã desta segunda-feira, 15 de junho, a Operação Panóptico (Convergência Nacional PR-01), com o cumprimento de 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão em quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A ação tem por alvo uma organização criminosa de abrangência nacional que atua a partir de presídios.

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A operação, decorrente de investigações promovidas pelos dez núcleos do Gaeco no estado, ocorreu em integração com a Secretaria de Segurança do Paraná, com ampla atuação de todas as forças policiais (Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica), e teve a participação de cerca de 1 mil policiais de 204 equipes. Parte das buscas (92) e dos mandados de prisão (176) foi cumprida em estabelecimentos prisionais, pois dizem respeito a investigados já encarcerados.

Gaeco deflagra megaoperação contra o crime organizado, com o cumprimento de 559 mandados no Paraná e mais três estadosNo Paraná, onde se concentra a grande maioria das ordens judiciais, os mandados foram cumpridos em 34 municípios: Astorga, Arapoti, Candói,  Cascavel, Cianorte, Cruzeiro do Oeste, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guarapuava, Irati, Jandaia do Sul, Laranjeiras do Sul, Loanda, Londrina, Manoel Ribas, Maringá, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paranavaí, Paranacity, Piraquara, Ponta Grossa, Porecatu, Prudentópolis, Roncador, Santo Antônio da Platina, São José dos Pinhais, Sarandi, Sengés, Telêmaco Borba, Umuarama e União da Vitória. Além disso, houve cumprimento de mandados em Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).

O objetivo da operação é responsabilizar o maior número de integrantes da facção criminosa, enfraquecendo sua atuação no estado, arrecadando provas e buscando elucidar outros crimes que estejam sendo praticados. Além disso, as prisões requeridas e decretadas têm o propósito de impedir que as atividades criminosas desses integrantes prossigam.

As investigações vêm sendo desenvolvidas desde o final do ano passado, em todas as regiões do Paraná, com medidas deferidas por órgãos do Poder Judiciário em diversas comarcas do estado.

Balanço parcial – Do total de mandados expedidos, 90% foram cumpridos, sendo 176 em estabelecimentos prisionais (100% de êxito) e 97 contra pessoas que estavam em liberdade, o que representa cerca de 75% dos 128 mandados expedidos para esse grupo. Também foram cumpridos os 255 mandados de busca e apreensão, dos quais 92 em estabelecimentos prisionais, com índice de cumprimento de 100%.

Durante as diligências, que mobilizaram cerca de 1 mil policiais e 240 viaturas em diversas regiões do estado, foram apreendidos aproximadamente 1,2 quilo de cocaína, 670 gramas de crack e 700 gramas de maconha, além de oito armas de fogo: duas pistolas calibre 9 mm, uma pistola calibre 7.65, uma pistola calibre .22, uma espingarda calibre 36, três revólveres calibre .38 e três carregadores de pistola.

As equipes também apreenderam cerca de R$ 12 mil em dinheiro, localizaram um imóvel utilizado para preparação de drogas em Curitiba, equipado com prensa e materiais para manipulação de entorpecentes, e encontraram um dispositivo destinado ao bloqueio de sinais de tornozeleiras eletrônicas.

Durante a operação, ainda foram lavrados quatro autos de prisão em flagrante por tráfico de drogas e dois por obstrução à Justiça, em razão da destruição de aparelhos celulares.

Dois confrontos foram registrados. Em Cambé, um homem com dois mandados de prisão em aberto — por tráfico de drogas e por roubo associado ao tráfico — morreu após reagir à abordagem. Na mesma ocorrência, um policial militar ficou ferido por disparo na mão e sofreu lesão ocular, mas foi atendido, medicado e está fora de risco. Em Nova Londrina, outro homem, procurado por integrar organização criminosa, também morreu após reagir à ação policial.

Os números são preliminares. As equipes permanecem em diligências, e os resultados poderão ser atualizados ao longo do dia.

Panóptico ‒ O nome da operação deriva da palavra “panóptico” (na etimologia grega, “aquilo onde tudo é visto”), que teve seu uso popularizado pelo sociólogo Michel Foucault na obra Vigiar e Punir, para conceituar o sentimento de controle constante a partir de uma estrutura arquitetônica da qual é possível observar de cima uma vasta área, trazendo a percepção de uma vigilância perpétua e onipresente.

GNCOC ‒ A operação se insere nas diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). O GNCOC congrega o Ministério Público brasileiro e foi criado em fevereiro de 2002, por iniciativa do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG), para combater o crime organizado que atinge todo o país. É formado pelos Gaecos de todo o Brasil e trabalha de maneira integrada com as polícias (Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as receitas estadual e federal, entre outros órgãos.

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  • Felizmente para desespero dos criminosos, nossas instituições funcionam perfeitamente mesmo sobre intença pressão dos deputados que deveriam protegê-las. O CASO EXDRUXULO DA POLICIA FEDERAL: O Bostil Guilherme Derrite ( Secretário de Segurança do estado de São Paulo), exonerado TEMPORARIAMENTE por Tarcísio para assumir seu mandato relâmpago e desmontar a Polícia Federal, fez impensável, transformá-la ( PF ) num tipo de Guarda Municipal. Abaixo o resumo da opera bufa: Deputados federais tentaram limitar a atuação da Polícia Federal no combate ao crime organizado e a facções criminosas durante a tramitação do PL Antifacção. As restrições propostas, especialmente em um relatório do deputado Guilherme Derrite, geraram conflito com o governo federal e a própria corporação. O debate sobre a redução de prerrogativas envolveu os seguintes pontos centrais: O Projeto Original: O texto inicial previa mecanismos rigorosos e o fortalecimento do aparato federal contra o crime organizado. As Alterações (Relatório de Derrite): O deputado propôs mudanças que colocavam obstáculos para a entrada da PF em investigações, limitavam o bloqueio de bens de facções e chegavam a exigir aval de governadores para investigações. Críticas e Repercussões: A direção da Polícia Federal e o Ministério da Justiça alertaram que o projeto drenaria recursos. Críticos apontaram que o esvaziamento da corporação beneficiaria o crime organizado e protegeria políticos envolvidos em esquemas, como investigações de desvios de emendas parlamentares. O Recuo e Tramitação: Após forte pressão, o relator voltou atrás em partes do texto para permitir a atuação da PF em parceria com as forças estaduais. Após debate e aprovação no Senado, o Projeto de Lei Antifacção foi aprovado pela Câmara dos Deputados

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