Gilmar ofende Dallagnol e quem paga a indenização somos nós

Talvez esteja mesmo certo aquele que diz que o Brasil precisa ser refundado. Há coisas que acontecem por aqui que beira o absurdo.

Ontem foi divulgado que o Ministro do STF Gilmar Mendes foi condenado por ofender o coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol.

Mendes foi condenado, mas quem vai pagar a indenização de R$ 59 mil é a UNIÃO, ou seja, todos nós brasileiros contribuintes.  A decisão foi do juiz Flavio Antônio da Cruz, da 11ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.

Dallagnol entrou com a ação de danos morais em dezembro de 2019, quando alegou que sofreu ‘reiteradas ofensas’ do ministro do STF. No processo, foram colocadas algumas citações de Gilmar Mendes como, por exemplo, a entrevista que ele define a força-tarefa como ‘organização criminosa’.

Na decisão, que é de sexta-feira (7), o juiz considerou que Deltan Dallagnol não teve direito de resposta com igual alcance das ofensas. Além disso, Cruz considerou que as declarações por parte do ministro “transbordam o limite do razoável, atingindo sim a honra do demandante”.

“Considerando as manifestações aludidas acima, o teor das ofensas, o fato de não se assegurar, com igual alcance, direito de resposta ao Procurador da República nos mesmos canais de imprensa, tendo em conta ainda a repercussão das declarações nos meios de comunicação de massa – eis que promovidas por exmo. Ministro da Suprema Corte -, reputo adequado o montante postulado na peça inicial R$ 59 mil.”

O juiz ainda reforçou que o problema não está na crítica, mas sim na forma com que ela é apresentada. “Ninguém pode ser censurado por criticar ou defender a operação Lava Jato. Tampouco é cabível a repreensão de alguém pelo fato de criticar algum servidor do povo e suas atividades”, afirma em um trecho.

5 thoughts on “Gilmar ofende Dallagnol e quem paga a indenização somos nós

  • 11/08/2020, 12:15 em 12:15
    Permalink

    Como a decisão partiu de um juiz garantista, ela deve estar bem embasada. Mas é uma decisão de primeira instância. Cabe recurso, portanto. Mas se a União quiser pagar a indenização a que o reverendo Dallagnol, o mais puro dos puros, tem direito se a decisão não for contestada, a União poderá reivindicar mais tarde o ressarcimento do valor pago ao condenado ministro Gilmar Mendes. Desta vez Dallagnol levou a melhor, mas a casinha do procurador lavajatista também está sendo preparada.

    Resposta
  • 11/08/2020, 13:35 em 13:35
    Permalink

    Cuidado com o Gil. Sabe como é o homem. Não tem ninguém que saiba ser poderoso como ele. Para ele mandar o Xandi fulminar o prestimoso é dois palitos… O Gabinete do Ódio foi para o vinagre e eu achei bem feito. Acabou com a fuzarca desses maloqueiros no Twitter. Da neles Gil e a Xandi

    Resposta
  • 11/08/2020, 16:42 em 16:42
    Permalink

    É divertido ver as pessoas que reclamavam do tal golpe “com o STF, com tudo” defendendo essa figura execrável que é o Gilmar Mendes. Que inclusive é o santo protetor dos tucanos, haha…

    Resposta
    • 11/08/2020, 21:35 em 21:35
      Permalink

      Defender o Gilmar Mendes foi boa. Hahahah. Gilmar é questão de sobrevivência. E engana-se que ele defende tucanos. Ele defende poderosos e amigos. Não a toa, o tucano Beto Richa teve R$ 80 milhões bloqueados. E pelo menos cinco amigos dele, tucanos, estão trancafiados na Lava Jato. E o Dário Messesr? Doleiro dos doleiros sujo com o chefe está onde? Preso na Lava Jato do Bretas. Não é bem assim….

      Resposta
  • 11/08/2020, 19:07 em 19:07
    Permalink

    O juiz não colocou o “sócio” do Moro na caça ao Lula em nenhum pedestal sacrossanto. O ministro Gilmar Mendes foi condenado apenas porque “exagerou na dose” nas críticas – e o juiz não entra no mérito dessas críticas – e porque Dallagnol não teve para se defender o mesmo espaço que Mendes teve na mídia. É bom o Gilmar Mendes – que só prestava quando apoiava a Lava Jato, inclusive impedindo a posse de Lula no ministério da Dilma – tratar de se defender.

    Resposta

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: