
Na última semana houve uma reunião entre o sindicato que representa a categoria e gestores do HE para tentar resolver a questão.
O Portal Verdade fez uma matéria sobre a reunião.
Veja:
Ampliação do Ambulatório, contratação de mais médicos e novos canais de comunicação estão entre as medidas previstas
Na tarde desta quarta-feira (3), dirigentes sindicais, usuários e a administração do HEL (Hospital Evangélico de Londrina) se reuniram para discutir as dificuldades no atendimento do SAS (Sistema de Assistência à Saúde) em Londrina.
Criado em 2002, pela SEAP (Secretaria de Estado da Administração e da Previdência), o SAS tem como objetivo oferecer suporte em saúde – ambulatorial, exames e tratamentos – a servidores públicos civis efetivos e militares do estado do Paraná. O plano abrange trabalhadores ativos, aposentados, pensionistas e seus dependentes.
O encontro foi solicitado pelo Coletivo de Sindicatos de Londrina e Região e contou representantes do SindSaúde-PR (Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Estaduais dos Serviços de Saúde e Previdência do Estado do Paraná), APP-Sindicato Londrina (Sindicato dos Professores e Funcionários de Escola do Paraná), ASSUEL (Sindicato dos Servidores Públicos Técnicos Administrativos da Universidade Estadual de Londrina) e Sindicato dos Bancários de Londrina e Região.
A reunião aconteceu na unidade localizada na avenida Bandeirantes e iniciou com os sindicalistas pedindo para que a direção do Hospital avaliasse a assistência prestada nos últimos quatro meses.
Conforme informado pelo Portal Verdade, desde 1º de fevereiro, o atendimento do SAS migrou da Santa Casa para o Hospital Evangélico. A transferência aconteceu por meio de pregão eletrônico, modalidade de licitação obrigatória para a administração pública adquirir bens e contratar serviços.
Desde então, as queixas não param de chegar. As reclamações são diversas: desde dificuldades para obter informações, demora no atendimento com especialistas, cobrança de procedimentos, desmarque de consulta em cima da hora, entre outras (saiba mais aqui).
Estas e outras dificuldades reforçadas pelos dirigentes sindicais durante a reunião, que teve como principal finalidade encontrar soluções.
Na terça-feira (2), a SEAP realizou uma vistoria para averiguar se o contrato firmado entre o governo estadual e o HEL, que prevê o repasse anual de R$ 37 milhões, estava sendo cumprido.
Felipe Leme, superintendente do HEL, assegurou que todos os serviços cobertos pelo Regimento do SAS estão sendo ofertados, mas reconheceu a necessidade de melhorias como a ampliação do Atendimento Ambulatorial, localizado na avenida Faria Lima, e a contratação de mais médicos para o Pronto-Socorro.
“Faremos a ampliação de médicos no Pronto-Socorro para agilizar o atendimento. Estamos enfrentando uma crise respiratória grande na cidade com lotação nos prontos socorros, mas entendemos que devemos ampliar a cobertura médica”, disse.
Ele também destacou que a diretoria já conhecia parte das queixas apresentadas pelos servidores. “Foi uma reunião produtiva. Temos um plano de ação em andamento para poder entregar uma melhor assistência para o servidor, entre elas, temos a garantia de melhoria dos prazos com especialistas”, afirmou.
O Hospital se comprometeu em enviar para o Coletivo de Sindicatos, até a próxima quarta-feira (10), um plano de ação com todas as melhorias previstas, incluindo a abertura de novos canais de comunicação com o grupo e os servidores. Uma nova reunião está prevista, daqui 30 dias, para avaliar se houve avanços.
“Vamos abrir esse canal de comunicação direto para resolver mais rapidamente as demandas não atendidas e também vamos triplicar o Ambulatório da Avenida Faria Lima para oferecer mais conforto para os usuários, com mais humanização no atendimento”, reforçou.
“Nós assumimos que temos tido problemas. Já fizemos a contratação de mais funcionários, ampliação de linhas telefônicas, e hoje nós entendemos que estamos atendendo tudo que é necessário, mas sabemos que temos de melhorar cada vez mais”, complementou Felipe.
Para Gilson Pereira, diretor do SindSaúde-PR, a reunião foi importante para estreitar o diálogo, cobrando que o contrato e prazos sejam cumpridos e, principalmente, para que haja “humanização” no atendimento, já que mais do que números, são “pessoas que dependem do atendimento e estão com dor”, advertiu.
“Tivemos relatos importantes de usuários sobre o mau atendimento do HEL, contrapondo a fala da diretoria de que estava funcionando bem. Vamos continuar pressionando tanto o HEL como a SEAP”, observou.
Vinicius Fernandes, advogado da ASSUEL, também avaliou que a reunião atendeu às expectativas. “Saímos da reunião com o reconhecimento da diretoria do Hospital de que o atendimento não está bom e com o compromisso de que vão melhorar”, pontuou.
Ele ressalta que, caso as medidas não sejam cumpridas dentro dos prazos indicados, as cobranças poderão ser feitas por outros caminhos.
“Se comprometeram que, em uma semana, vão enviar um ofício para o Coletivo de Sindicatos apresentando medidas concretas e prazos para realização destas medidas. Caso as propostas não sejam cumpridas podemos buscar formas de judicializar, mas temos o interesse de negociar antes disso acontecer”, finalizou.














