Quatro empresas — EPR, Mota‑Engil, Motiva (antiga CCR) e Pátria — apresentaram propostas nesta segunda-feira (20/10) para o leilão do lote 4, que abrange 627 km de rodovias no Paraná e será realizado nesta quinta (23/10).
Esse lote é o penúltimo de um conjunto de seis concessões rodoviárias do estado, em parceria com a União. O governo estadual afirma que haverá R$ 18,17 bilhões em investimentos no lote 4 — incluindo 231 km de duplicações, 87 km de faixas adicionais, 39 passarelas para pedestres, oito pontos de travessia de fauna, áreas de descanso para caminhoneiros, além de contornos rodoviários nas regiões de Maringá e Londrina — e projeta 156 mil empregos com as obras.
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As rodovias incluídas no pacote contemplam trechos das rodovias federais BR‑272, BR‑369 e BR‑376, além das estaduais PR‑182, PR-272, PR-317, PR-323, PR-444, PR-862, PR-897 e PR-986. A vigência das concessões é de 30 anos.
No entanto, apesar de todo o discurso de “melhoria da rodovia e redução ou moderação do pedágio”, a realidade mostra que as tarifas continuam elevadas — e em alguns casos subiram. A seguir, alguns dados comparativos para ilustrar.
Comparativo de tarifas antigas vs. atuais
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No anterior modelo das praças dos lotes leiloados, por exemplo, para veículos leves (automóvel/caminhonete até dois eixos), em 2019, na praça denominada “Arapongas” sob concessão antiga, o valor era R$ 18,60.
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Para outro trecho, em 2019, em “Mandaguari”, o valor antigo era de R$ 18,60 também.
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Já no novo modelo, para o lote 1 (sob administração da Via Araucária), em agosto de 2025, o reajuste elevou tarifas de R$ 8,70 para R$ 9,30 na praça de São Luiz do Purunã (BR-277) para veículos leves.
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Na mesma operação, praça de Porto Amazonas: de R$ 10,90 → R$ 11,70.
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Outra praça, Carambeí: de R$ 11,40 → R$ 12,10.
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Em uma praça de grande movimento, São José dos Pinhais: de R$ 22,60 → R$ 24,00.
Ou seja:
Apesar de se falar em “pedágio mais barato” ou “melhorado” com as novas concessões, os números mostram que as tarifas continuam consideráveis — em alguns trechos próximas ou até acima das que eram cobradas no modelo antigo.
Além disso, há reajustes já autorizados (7,52% para algumas praças do lote 1) que elevam ainda mais os custos para o usuário.
Mesmo com promessas de amplas obras, duplicações e melhorias, o peso no bolso do motorista não diminuiu como se esperava, o que gera questionamento sobre a “modicidade tarifária” no modelo.
Texto com informações de IA















1 comentário
Tóin
https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/grupos-vao-disputar-leilao-rodovias-parana-quinta/
Os grupos EPR, Mota-Engil, Motiva (antiga CCR) e Pátria entregaram as propostas na B3 nesta segunda-feira (20/10).
https://grupoepr.com.br/quem-somos
Motiva (antiga CCR) – dispensa comentários como 24 anos de propineira na antiga Rodonorte
https://www.mota-engil.com
(portugueses que descobriam o Brasil só agora e que apresentaram única proposta para túnel Santos – Guarujá)
Pátria – https://www.cnnbrasil.com.br/economia/investimentos/fundo-do-patria-vence-leilao-de-lote-de-rodovias-no-interior-de-sp/
https://observatoriodospedagios.org.br/mapa-de-obras