Há quem chame de saudosismo. Eu prefiro chamar de realidade.
Londrina já foi protagonista da política do Paraná. Hoje luta para ser, e nem sempre consegue, ser coadjuvante do processo político no Estado.
Em todas as principais conversas e articulações nestas eleições para a disputa do governo do Paraná, não se viu a participação efetiva de políticos de Londrina. Nem sequer foi cogitado seriamente um nome local para a disputa do Palácio Iguaçu.
Londrina é a segunda maior cidade do Paraná, são quase 400 mil eleitores.
Nos anos 1960 e 1970 a cidade era símbolo da resistência à ditadura militar.
Em sua história esta terra vermelha já elegeu alguns governadores. Em 1979 José Hosken de Novaes foi convidado e elegeu-se vice-governador na chapa de Ney Braga. Depois assumiu o cargo quando Ney Braga desincompatibilizou-se para ser candidato ao Senado.
Depois tivemos ainda, em 1983, o ex-prefeito José Richa, eleito governador do Paraná. Outro personagem político da cidade, o ex-vereador Alvaro Dias sucedeu Richa. Anos depois foi a vez de Beto Richa, filho de José, nascido em Londrina, a comandar o Palácio Iguaçu.
Mas é fato que nas últimas duas décadas Londrina, talvez pela qualidade dos seus políticos, ou excesso de projetos pessoais, foi se apequenando na influência política.
E os reflexos são visíveis.
Os políticos locais raramente trabalham em bloco, organizadamente, em defesa da cidade ou em projetos realmente estruturantes que possam mudar a realidade de Londrina.
Dá pra contar nos dedos uma ou outra ação conjunta que trouxeram algum benefício duradouro para a cidade.
O que mais se vê é a eterna disputa individual para permanecer no poder.
Há pouco tempo, conversando com o jornalista e escritor José Pedriali, que conhece como poucos a história da política local, escreveu livros biográficos importantes sobre a vida dos ex-prefeitos Dalton Paranaguá, José Hosken de Novaes e Wilson Moreira, perguntei a ele num podcast o que tinha mudado em comparação entre os políticos do século passado e os atuais. Ele foi definitivo: o espírito público.
Enquanto os políticos do século passado eram protagonistas no estado, pensando e agindo para o desenvolvimento local e regional, os atuais tem como meta apenas o poder e suas benesses.
É uma pena. Londrina é grande demais para políticos pequenos.














3 comentários
Prof. Paulo Minozzo
Reflexo da população. Vai atravessar a rua na faixa de pedestres, na Gleba Palhano (ou em qualquer outro ponto da cidade). É difícil alguém respeitar. Parece um exemplo pequeno, bobo, mas é mais um indicador da falta de coletividade, de noção de socidade, de respeito. E, logicamente, uma população desse nível, egoísta, analfabeta funcional que anda de SUV e acha que é superior, só vai escolher representantes do mesmo nível. O buraco é daí pra baixo. Londrina, infelizmente, vai ficar cada vez mais pra trás.
Buia
Enquanto Curitiba tem o roedor capivara como símbolo agora Jandaia do Sul exportou o roedor rato.
Londrina tem como símbolo o camundongo cérebro do banhado e no máximo um preá
Xavão
Santão
Jessicão
Thomazinho
Toninho Amaral
Emanué
Giovaninho
Devidinho
Annezinha
Luisiana
Alequinho
Tudo inho e inha
Tiago Tranca Rua
Protagonismo quem tem é o sega assessor do prefake. Vai conseguir dinamitar o pouco trabalho frutífero de articulação por parte da base do executivo.