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Editor:
Cláudio Osti

Manifestação em frente ao Palácio Iguaçu pede a reposição da inflação que, segundo os servidores, passa de 40%

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Quem passou no Centro Cívico, entorno da Assembleia Legislativa e Palácio do Iguaçu, notou a movimentação de professores da rede estadual, das universidades estaduais e de servidores públicos de diversas áreas do Paraná. Na Universidade Estadual de Londrina os professores não deram aulas.

A mobilização foi convocada pelos sindicatos das categorias que pedem o cumprimento da data-base, mecanismo que garante a revisão salarial anual dos servidores com base na inflação.

Os servidores pedem reposição integral das perdas causadas pela inflação. Como o ajuste não vem sendo aplicado, o FES estima que a as perdas causadas pela defasagem salarial ao longo dos últimos anos já ultrapassam 47%.

Outra crítica da mobilização é que os aposentados do serviço público não tem paridade no salário, ou seja, não recebem os reajustes concedidos aos servidores da ativa. Isso tem como como consequência a perda do poder de compra ao longo do tempo. A coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais, Nádia Brixner, explica que as pautas estão todas relacionadas: Quem está amargando isso são principalmente os aposentados, que não tem nenhuma recomposição de salário, mesmo com as mudanças de carreira que o governo fez. Isso afetou só o pessoal da ativa. Então, a database, unifica toda a categoria, ela unifica todos os servidores públicos. Isso é a nossa pauta central. Explica Nádia Brixner.

Com informações da Banda B

 

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  • Um ponto a esclarecer na matéria é que quando se lê “defasagem salarial ao longo dos últimos anos”, deve-se interpretar os fatos como realmente é: 8 anos! Repito: 8 anos.
    Imaginem senhores, algum empresário falando a seus funcionários: “olha gente, para o desenvolvimento da empresa esse ano não vou pagar a recomposição salarial” e prolongar isso por 8 anos. Impossível né, em 90 dias a justiça do trabalho já bloqueou contas, penhorou imóveis, veículos e tudo mais.
    Mas é inaceitável o que ocorre na vida publica.
    Como disse o leitor Há Lagoas: “um Legislativo subserviente e um Judiciário omisso”.
    Por 8 anos um legislativo subserviente que não cobrou o executivo a obrigação do estado de cumprir um dispositivo constitucional, um judiciário omisso que, com sua recomposição inflacionaria em dia, parece não ter lido a CF, e olha que foram milhares de ações ganhas em primeira instancia mas com decisões reformadas no TJPR com interpretações dignas de filmes de ficção.
    Não posso deixar de observar que por 8 anos os servidores estaduais tiveram sindicatos e associações representativas bem, mas bem calmas mesmo e do nada, em fim de festa parecem terem despertados quando o momento é de se tratar com o próximo mandatário e criar dispositivos legais para que esse crime de calote não ocorra mais.

  • Há Lagoas

    A que ponto chegamos? O governo nega até mesmo a reposição da inflação — o mínimo indispensável — enquanto o Judiciário, sempre pontual em garantir a própria recomposição, fecha os olhos para essa excrescência!
    A reposição não é favor, nem concessão: é direito do trabalhador e obrigação do Estado. Ainda assim, é tratada como algo dispensável em um país que se diz democrático!
    O quadro é claro e constrangedor: um governo insensível, um Legislativo subserviente e um Judiciário omisso. Uma engrenagem que falha justamente contra aqueles que a sustentam.
    Resta esperar que os candidatos ao Palácio Iguaçu tenham a coragem de assumir — e cumprir — o compromisso com os servidores públicos. E que os sindicatos pelegos, ao menos desta vez, abandonem a inércia e saibam mobilizar suas bases para exigir o óbvio: o respeito a um direito e o cumprimento de um dever.

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