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Cláudio Osti

Mauro Cid presta novo depoimento à Polícia Federal sobre suposta tentativa de golpe

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O tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), compareceu à sede da Polícia Federal em Brasília nesta segunda-feira (11) para prestar um novo depoimento.

A expectativa é que ele forneça informações no inquérito que apura uma tentativa de articulação de um golpe de Estado, em 2022. O depoimento teve início por volta das 15h.

O ex-braço direito de Bolsonaro já fechou acordo de delação com a PF – os termos ainda são mantidos em sigilo. Por isso, é comum que seja chamado para prestar novos esclarecimentos conforme o avanço das investigações.

Os investigadores esperam que o depoimento de Cid esclareça ou reforce pontos das declarações do ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes.

Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Ordens do então presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em Brasília, nesta quinta-feira, 24. — Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Ordens do então presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em Brasília, nesta quinta-feira, 24. — Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

De acordo com as investigações, Bolsonaro e aliados se organizaram para tentar um golpe de Estado e mantê-lo no poder, impedindo a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo informações já divulgadas da delação de Mauro Cid, que ainda está em sigilo, o general Freire Gomes participou das conversas sobre a minuta do golpe com o então presidente – mas se recusou a aderir a qualquer aventura golpista, irritando os militares aliados de Bolsonaro, como o general Braga Netto.

Em mensagem a outro oficial, Braga Netto, então candidato a vice na chapa de Bolsonaro, xingou Freire Gomes por ele não se juntar a uma tentativa de intervenção militar, segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal.

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3 comentários

  • Velho Bolsonaro vai parar no xalindro por causa desse cara. Anota aí.

    • Paulo Travesso

      Também por causa desse cara…
      Bolsonaro deve ir pro xilindró porque violou uma lei assinada por ele, a Lei 14.197, no artigo 359, itens L e M, artigo que trata da abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
      Bolsonaro deve ir pro xilindró não só porque é um golpista barato, mas porque está sendo investigado por uma Polícia Federal independente e eficiente, sob o respaldo de um Procurador-Geral e de um ministro do STF que não se intimidam com os dentes arreganhados dos neofascistas e dos evangélicos fundamentalistas.
      Realmente a pá de cal no enterro do Bolsonaro está sendo colocada igualmente por algumas mãos de militares. Além do tenente-coronel Cid, temos o general Gomes Freira e o ex-comandante da Aeronáutica, Carlos Baptista Júnior.

  • Pia direitinho ou vai perder os benefícios da delação premiada. Só vai ter de detalhar umas explicações porque o celular já contou tudo o que aconteceu nos quatro verões do ex-presidente da mão grande, aquele que mandou militar ir buscar um colar com três mil diamantes retido na Receita Federal. Canta aí pro delegado, tenente.

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