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Editor:
Cláudio Osti

Ministério Público Seletivo para quem tem poder?

5 comentários

O acordo firmado entre o Ministério Público do Paraná e o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, como diriam os mais antigos, “causa espécie”.

Conforme matéria publicada na RPC/Globo e no portal Plural, Traiano e o então 1º secretário da Assembleia, deputado Plauto Miró, pediram e receberam cerca de 300 mil em propina da empresa responsável pela TV da Assembleia.

Detalhe. Ambos confessaram o crime ao Ministério Público. Isso mesmo, confessaram.

Diante disso o que se esperava? O óbvio, que os políticos fossem processados criminalmente e cumprissem as penas definidas pela Justiça.

Mas, não foi isso que aconteceu.

O MP resolveu dar uma molezinha para os envolvidos. Coisa que não fazem com a maioria dos demais cidadãos comuns.

Pois bem. Ambos assinaram um acordo de não persecução penal, que significa o seguinte, devolveram cada político devolveu 187 mil e ficou por isso mesmo. Sem qualquer consequência a mais pelo crime cometido. Um afago inacreditável. Um MP bonzinho, bonzinho como raramente se vê. Talvez seja o efeito do Natal, corações ficam mais amolecidos.

O pior é que, conforme relembra a matéria da RPC TV, esta não é a primeira vez que Ademar Traiano recebe esse agrado da tal de Justiça. Em 2017 Traiano já havia assinado um TAC junto ao Ministério Público – o famoso Termo de Ajuste de Conduta.

Na época a bronca era por improbidade administrativa. Traiano foi acusado de pagar salários para assessores acima do que a lei permitia. Através do TAC teve que devolver 355 mil reais aos cofres públicos.

 

 

 

 

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5 comentários

  • Gabriel Antunes

    O Ministério Público é um combinado de puxadinhos. E em Londrina, como estamos com os acordos de não persecução penal destinados a elite? Estão em sigilo ou a vergonha não passa na careca de ninguém?

  • A “república de Curitiba” sendo ela e nada mais. E quem nos protege do MP? Que tem a sua finalidade proteger a sociedade. Oh! Dúvidaaaaa!

  • Celso Zamoner

    Uma coisa é proclamar formalmente a República, outra coisa muito diferente reside na sua efetiva implantação. Lamentavelmente, muitos Poderes da República ainda agem sob os influxos da monarquia.

  • IUSTITIA DIES UNUS

    Há muito tempo o MP deixou sua finalidade. Aí um exemplo.
    Outro aqui com obras inacabadas e vereadores que não fiscalizam o executiva.
    Permuta por cargos na atual gestão.

  • Mais um motivo pra “elite” paranaense odiar o deputado Renato Freitas. Graças ao deputado estadual petista que se revelou a verdadeira cara do presidente da Alep, escondidinha debaixo do tapete da sala. O absurdo agora é que se fala em punir Renato Freitas por ele ter revelado o que estava sob sigilo. Cá entre nós: tem que ser bem bosta um estado que dá poder a um corrupto como Traiano, não?

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