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Cláudio Osti

Os pombos ganham mais uma. Nada de anticoncepcional para controlar a proliferação das aves

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Não se pode negar, há pelo menos duas décadas a prefeitura de Londrina tem disputado uma queda de braço, aliás, de asa, com os pombos que infestam o Bosque Central Marechal Cândido Rondon, no coração da cidade. E tem, vexatoriamente, perdido.

A mais nova alternativa discutida, que nem é tão nova assim, é o uso de anticoncepcionais para combater a proliferação destas simpáticas aves que infernizam não só os moradores do centro, mas todos que transitam por ali.

Aliás, este escrevinhador foi agraciado com um “carimbo” vindo do céu quando passava pela finada banca do Correio e me dirigia à Folha de Londrina para mais um dia de labuta.Os pombos ganham mais uma. Nada de anticoncepcional para controlar a proliferação das aves

Pois bem. A presença excessiva das aves em áreas próximas ao calçadão tem gerado reclamações constantes da população, principalmente por causa do mau cheiro e dos riscos sanitários associados às fezes dos animais.

Ao longo dos anos, várias gestões municipais tentaram resolver o problema, mas todas as ações implementadas até agora tiveram efeito limitado, temporário ou nulo. Entre as medidas já aplicadas estão canhões de ar comprimido, que simulavam sons de disparo para espantar as aves, e repelentes magnéticos, que utilizavam campos eletromagnéticos com a mesma finalidade, canhões de luz, repelentes biológicos, etc, etc. No entanto, todas as estratégias mostraram-se ineficazes.

Mais recentemente, surgiu a proposta do uso de anticoncepcionais específicos para pombos, prática já adotada em algumas cidades do mundo. A prefeitura, no entanto, descartou a alternativa. Segundo nota oficial, estudos apontaram que o método poderia afetar outras espécies de aves, comprometendo o equilíbrio ecológico e gerando um impacto ambiental indesejado.

“Pensando no bem-estar animal e no bem-estar social, optamos por não seguir com o uso de anticoncepcionais. Há risco de afetar espécies que não necessitam de controle populacional, o que agravaria o desequilíbrio ambiental”, afirmou a Secretaria do Ambiente.

Apesar dos esforços, o problema persiste e continua sendo uma das maiores preocupações ambientais do centro de Londrina. Especialistas apontam que o controle da alimentação disponível — por meio da educação da população e da fiscalização — é um dos pilares mais importantes para a redução da presença dos pombos em áreas urbanas.

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2 comentários

  • Ah, sim, porque o que os pombos realmente precisam é de uma pílula anticoncepcional. Quem precisa de gaiolas ou de limpeza pública quando podemos medicalizar os pássaros? É a solução perfeita do prefeito Tiago Amaral para o problema da superpopulação de pombos: basta dar-lhes uma pílulazinha mágica e voilà, problema resolvido! (Só espero que não haja efeitos colaterais… como pombos depressivos ou com TPM.

  • Que bobagem sem tamanho.
    Qual espécie de ave que seria afetada?
    Canário da Terra?
    Pardal?
    Pintassilgo?
    Bem Te Vi?
    Parem de mentir?
    Ninguém assina a nota oficial?
    Qual CRBIO, CREA ou qual CRMV?

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