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Cláudio Osti

Papa Leão, sobre a guerra entre os EUA e Irã: “escândalo para toda a família humana”

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O Papa Leão XIV voltou a fazer um contundente apelo pela paz neste domingo, ao classificar como um “escândalo para toda a família humana” a morte e o sofrimento provocados pela escalada militar no Oriente Médio. Durante a tradicional oração do Angelus, na Praça de São Pedro, o pontífice defendeu um cessar-fogo imediato e reforçou críticas à continuidade dos conflitos.

O pronunciamento ocorre em meio ao agravamento da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que já entra em sua quarta semana, ampliando a instabilidade regional e elevando o número de vítimas civis.

“Não podemos permanecer em silêncio diante do sofrimento de tantas pessoas, vítimas indefesas desses conflitos. O que as fere fere toda a humanidade”, afirmou o papa, demonstrando preocupação com os impactos humanitários da guerra.

Leão XIV também declarou acompanhar com “consternação” não apenas a situação no Oriente Médio, mas outros pontos do planeta marcados por violência e instabilidade. Segundo ele, a normalização da guerra representa uma derrota moral para a comunidade internacional.

“Renovo veementemente meu apelo para que perseveremos em oração, para que as hostilidades cessem e o caminho seja finalmente pavimentado para a paz”, disse.

Em outras ocasiões recentes, o pontífice já havia criticado a lógica da guerra como instrumento político, afirmando que “nenhuma vitória armada compensa o sofrimento de mães, crianças e inocentes” e que “a paz não é apenas a ausência de conflito, mas a construção ativa da justiça e do diálogo entre os povos”.

O papa também destacou a necessidade de esforços diplomáticos urgentes, defendendo que líderes mundiais abandonem “interesses estratégicos imediatos” em favor da preservação da vida humana. Para ele, o atual cenário reforça a urgência de uma governança global mais comprometida com a resolução pacífica de disputas.

A fala do líder da Igreja Católica ocorre em um momento de crescente pressão internacional por negociações, enquanto a comunidade global acompanha com apreensão os desdobramentos de um conflito que ameaça se expandir ainda mais na região.

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