Foi um debate acalorado na Câmara de Vereadores. Daqueles debates que quase todos têm razão. Galerias cheias com moradores precisando de casa e moradores querendo preservar as praças que são essenciais para a qualidade de vida nos bairros.
O projeto da prefeitura prevê a cessão de 18 áreas públicas, entre elas as praças de pelo menos três bairros – Marajoara, Cabo Frio e Santa Rita – para a construção de moradias populares.
Vereadores se manifestaram contra e a favor. De ambos os lados os argumentos eram defensáveis. De um lado a necessidade de mais moradias. De outro a defesa pela qualidade de vida nos bairros
A vereadora Jessica Moreno (PL) até que ponderava sobre a necessidade de conciliar as duas coisas. Mas, em determinado momento saiu do trilho da moderação. Ouvindo a reclamação dos que queriam espaço para moradias irritou-se e mandou esta: “Por que vocês não trabalharam para ter a própria casa? Não trabalharam e agora querem pegar a praça do povo?
Como se fosse simples conseguir construir ou comprar uma casa neste nosso Brasil.
Vamos a alguns números: o salário médio do brasileiro é de R$ 3.732 por mês. Dentro deste valor a maioria das pessoas precisa colocar as despesas de alimentação, locomoção, educação, saúde, etc. Na maioria das famílias a renda per capita não chega a R$ 2.300.
Sobra quanto dinheiro mesmo para investir em uma moradia?
Talvez a vereadora que ao lado dos demais vereadores de Londrina têm remuneração de cerca de R$ 15 mil por mês consiga fazer sobrar algum dinheiro para investir em um imóvel.
Mas esta não é a realidade de milhões de brasileiros que trabalham de sol a sol.















7 comentários
Cadê a linha de caráter?
O filho do Olivan Tresse – líder do PT de Tamarana e parceiro do André Bocão Odebrecht – estava todo festeiro como o verdadeiro dono da Cohab Londrina agora dada como garantia ao PT:
Como terrenos foram escolhidos – só o PT sabe?
Segundo Vinícius Goretti Tresse, engenheiro civil e diretor técnico da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), foram levantados vazios urbanos da cidade. Depois, verificou-se quais lotes atendiam às exigências do governo federal. Das 40 áreas inicialmente encontradas, apenas 18 se enquadravam nos requisitos exigidos. “Não tenho como substituir uma área por outra”, alertou.
https://www.cml.pr.gov.br/imprensa/noticias/Noticias/1/2026/26271
Antonio
Se a pseudo moralista / conservadora que é vereadora, recebendo altos proventos não tem uma casa para chamar de sua, como esses pobres mortais terão capacidade financeira para comprar um imóvel?????
Ela mesmo declarou para a justiça eleitoral há alguns dias atrás. Ou está sonegando informações????
Professor Toninho
A vereadora Jessicão foi criticada pelos gastos na ida a Brasília e ao mesmo tempo, diz que o cidadão deve trabalhar para comprar uma casa.
Já no governo Marcelo Belinati, com Edson de Souza na Fazenda, ficou marcada a lógica de que quem não pode pagar, vende.
No fim, sobra sempre para o cidadão que trabalha, paga impostos e luta para conquistar seu patrimônio.
Enquanto isso, a mamata continua.
Prof. Paulo Minozzo
Vai ter sonegador de imposto que mora na Gleba Palhano pensando igualzinho à vereadore.
Incrédulo
Lamentável que o principal argumento da Vereadora Jessicão foi dizer que iam entregar os terrenos para o Governo Lula.
Emílio Inácio
Uau! Verdade que ela disse isso? Não acredito. No padrão bolsonarista clássico, esses terrenos públicos certamente iriam diretamente para o Lula. A melhor praça ficaria para a Janja, e as demais iriam para os filhos do Lula. O prefeito bolsonarista deve ter ficado estupefato porque sua parceira ideológica não está conseguindo entender que ele está tentando privatizar praças públicas, entregá-las a construtoras privadas que faturarão milhões de reais com a venda dos imóveis construídos.
Jordão Bruno
A ideia estúpida de transformar algumas praças públicas em imóveis só poderia acabar em discussões inúteis e/ou insensatas.