PODER SEM PUDOR/Cláudio Humberto
O saudoso deputado Maurício Fruet adorava pegadinhas. Certa vez, o mau tempo fez o voo Rio-Curitiba seguir para São Paulo, depois para Londrina, onde pernoitaram em hotel. Na manhã seguinte avisaram que o voo iria para Florianópolis. Fruet entrou em ação, falando alto: “O pior é que eles querem nos cobrar o pernoite em Londrina!…” Os passageiros foram contidos à força. Teve gente querendo quebrar tudo.















1 comentário
Antonio Xavier
De fato, o ex-prefeito de Curitiba e ex-deputado Maurício Fruet, pai de Gustavo Fruet, também ex-prefeito e ex-deputado, tinha fama de gostar das pegadinhas.
Em outra ocasião, durante um voo de Brasília para Porto Alegre, com escala em Curitiba, Fruet protagonizou uma cena curiosa. Sentado ao lado de um passageiro desconhecido, apresentou-se como engenheiro da companhia aérea e disse que seguia para a capital gaúcha. Ao longo do trajeto, repetidas vezes inclinava a cabeça em direção à janela, como se estivesse escutando o motor. Intrigado, o vizinho de assento perguntou o que estava acontecendo. Sem hesitar, Fruet explicou que desconfiava de um barulho estranho naquele motor.
A atitude se repetiu várias vezes, deixando o outro passageiro cada vez mais apreensivo. Quando o avião pousou em Curitiba, Fruet levantou-se, foi até a cabine, conversou rapidamente com o piloto e, ao retornar, disse ao companheiro de viagem:
— Avisei o piloto que esse avião não chega a Porto Alegre. Ele teimoso disse que vai, mas eu não. Vou descer aqui.
Assustado, o passageiro decidiu seguir o conselho e desembarcou junto com Fruet, tomado pelo medo.