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Cláudio Osti

Trabalhadores da empresa de coleta de lixo marcam greve em Londrina

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Da assessoria

Londrina corre o risco de ficar sem o serviço de limpeza pública a partir da próxima terça-feira (15). O motivo é o impasse nas negociações salariais e as condições precárias de trabalho enfrentadas pelos cerca de 150 coletores de Londrina.

Em assembleia realizada no dia 7, os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste de 4,77% nos salários e 5,6% nos tíquetes. Eles aprovaram uma paralisação por tempo indeterminado, caso a empresa não melhore os índices e não se comprometa com mudanças urgentes, como a manutenção adequada dos caminhões, fornecimento de EPIs de qualidade e o fim do assédio moral.

O Siemaco reivindica 7,5% de reajuste salarial e 15% de aumento nos tíquetes para os trabalhadores da Sistemma. A entidade questiona os critérios econômicos adotados pela atual gestão municipal, que, em janeiro, concedeu aumento de 51,93% ao secretariado, enquanto para os garis — que exercem uma função essencial — a proposta não chegou a 5%.

Outro ponto levantado pelo sindicato é o Projeto de Lei nº 52/2025, atualmente em análise, que permite que servidores estaduais ou federais acumulem até 90% do salário de um cargo comissionado com sua remuneração de origem. “Na prática, o que aumentaria na remuneração de três secretários supriria o reajuste de todos os garis que zelam pela nossa cidade”, afirmou Izabel Aparecida de Oliveira, presidente da entidade sindical.

A CMTU e a empresa Sistemma já foram notificadas, e o prazo legal de 72 horas para início da greve foi iniciado.

“As queixas são muitas, e os trabalhadores já chegaram ao limite. Ou a empresa e a prefeitura apresentam uma proposta digna de salário e condições de trabalho, ou, infelizmente, teremos que recorrer ao último recurso, que é a greve”, concluiu a presidente Izabel de Oliveira.

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