Brasil não é pra amadores: Deputado é preso acusado de mandar sequestrar jornalista
Deputado Jalser Renier (Solidariedade) — Foto: Foto: SupCom ALE-RR

do G1

O deputado Jalser Renier, ou “Menino de ouro”, como é conhecido em Roraima, preso nesta sexta-feira (1º) por suspeita de mandar sequestrar um jornalista no estado, está no poder há 27 anos. Político considerado polêmico, o parlamentar protagonizou outros escândalos no estado. O g1 relembra alguns dos casos.

Jalser foi eleito pela primeira vez em 1994, quando tinha 22 anos. Até janeiro desse ano, era presidente da Assembleia Legislativa do estado, mas foi afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou novas eleições na Casa.

Jalser já foi alvo de outras operações policiais. Ele foi preso pela primeira vez em 2003 por envolvimento no maior caso de corrupção em Roraima, o “Escândalo dos Gafanhotos”. Em 2016, ele voltou a ser preso pelo mesmo motivo.

Nesta segunda prisão, Jalser já era presidente da Ale-RR e cumpria regime semiaberto. Ele passava a noite na prisão e durante o dia, cumpria o expediente na Assembleia. Na época, Renier ficou nacionalmente conhecido como “presidente presidiário”. Em 2017, ele ganhou liberdade.

Já em 2019, o parlamentar foi alvo das operações “Cartas Marcadas” “Royal Flush”, deflagrada pelo Ministério Público de Roraima, que investigou crimes de fraudes em processos licitatórios, contratos administrativos, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de Justiça. A ação também mirou a esposa Cinthya Gadelha e outras cinco pessoas ligadas a ele.

No mesmo ano, ele foi condenado a pagar R$ 40 mil de indenização a então prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), em um processo em que ela pedia reparação por ter sido xingada e ameaçada quando dava entrevista em uma rádio, em outubro de 2018.

Agora, Jalser voltou ao noticiário ao ser apontado como suspeito de ser mandante do sequestro do jornalista Romano dos Anjos, pelo delegado da Polícia Civil, João Evangelista, que apura o crime. O inquérito identificou que o parlamentar ordenou o crime porque a vítima se tornou uma “pedra no sapato” ao fazer criticas a ele.

A investigação apontou que o crime foi executado por policiais militares, entre eles coronéis e um major, que tinham ligação direta com Jalser. Os envolvidos foram presos em 17 de setembro e nessa sexta-feira na primeira e segunda fase da operação “Pulitzer”.

Nascido em Roraima, Jalser Renier Padilha tem 49 anos, é casado com Cinthya Gadelha, com quem tem dois filhos pequenos. Formado em Gestão Pública, recebeu 8.401 votos em 2018 e foi o deputado mais bem votado naquele ano.

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