Condenado por improbidade

Do Angelo RigonGilson Cassol

O prefeito de Barbosa Ferraz, Gilson Andrei Cassol (PT) – aquele que fez campanha para Maria Victória (PP) e Zeca Dirceu (PT) no ano passado -, foi condenado por ter contratado empresa para prestar serviços na saúde. A ação por improbidade administrativa tinha sido apresentada pelo Ministério Público, informa Sid Sauer.

O juiz Renato Cigerza acatou a tese de que a prefeitura deveria ter feito concurso público. O contrato por um ano foi no valor de R$ 1,2 milhão. A vice-prefeita Pedra Guimarães, que era secretária de Saúde, também foi condenada. A sentença é em primeira instância e cabe recurso.

Um comentário em “Condenado por improbidade

  • 14/10/2015, 10:41 em 10:41
    Permalink

    Cidadão confuso. Como pode um petista apoiar alguém do PP, partido desde sempre aliado ao Beto Richa?

    Resposta
  • 14/10/2015, 13:27 em 13:27
    Permalink

    PREFEITO PAVINATO DDO PSDB – CAMBÉ CONDENADO A DEVOLVER 19 MILHÕES

    A Prefeitura de Cambé (Norte) deverá receber uma devolução superior a R$ 19,2 milhões. A decisão é do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), que julgou irregular a transferência desta soma, entre os anos de 2010 e 2012, pela administração municipal ao Instituto Atlântico, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip).

    São responsáveis pela devolução do dinheiro, solidariamente, dois presidentes do Instituto Atlântico no período – Arthur Eliaquin Montagnini e Marcos Antônio Serra – e o prefeito de Cambé, João Dalmacio Pavinato (gestões 2009-2012 e 2013-2016), que autorizou o repasse. Os três foram multados em R$ 725,48 cada um, devido à irregularidade na gestão do convênio. A sanção está prevista no Artigo 87 da Lei Orgânica do TCE-PR (Lei Complementar Estadual 113/2005). Eles também devem ter seus nomes incluídos no cadastro de gestores com contas irregulares.

    Entre 2010 e 2012, a Prefeitura de Cambé repassou R$ 19.266.172,97 ao Instituto Atlântico, para a execução de serviços na área da saúde. A justificativa do prefeito para a contratação foi a necessidade de combater uma iminente epidemia de dengue que ameaçava a cidade. Como a entidade não cumpriu o dever de prestar contas, o TCE-PR instaurou uma auditoria nos repasses da administração municipal a entidades privadas.

    Na auditoria, técnicos da Diretoria de Análise de Transferências (DAT) concluíram que a documentação apresentada não comprova que o dinheiro foi realmente utilizado na finalidade do convênio, devido à falta de extratos bancários e comprovantes de aplicações. Também foram constatadas outras duas irregularidades: cobrança de taxa administrativa e contratação irregular de agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, por meio da Oscip, contrariando a Lei Federal 11.350/2006 e o princípio constitucional do concurso para ingresso no serviço público.

    De acordo com a lei, a contratação dos profissionais deveria ser feita pelo Município, não pela entidade. A cobrança de taxa administrativa é vedada pela Resolução 03/2006 do TCE-PR. A exceção possível para a cobrança da taxa administrativa é quando ela tem caráter indenizatório, é devidamente motivada e detalhada em planilhas – o que não foi comprovado com documentação neste caso.

    Relatado pelo conselheiro Nestor Baptista, na sessão de 19 de agosto, a proposta de irregularidade das contas foi aprovada por unanimidade. A decisão foi embasada na instrução da Diretoria de Análise de Transferências (DAT) e em parecer do Ministério Público de Contas (MPC). Cópias dos autos serão encaminhadas ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Justiça e à Secretaria da Receita Federal,

    O valor exato a ser devolvido sofrerá atualização de juros e correção monetária e será calculado pelo TCE-PR no momento do trânsito em julgado do processo. Cabe recurso da decisão. Os prazos passaram a contar a partir desta terça-feira (26 de agosto), com a publicação do Acórdão 3804/15 – Segunda Câmara, na edição 1.190 do Diário Eletrônico do TCE-PR, veiculado em http://www.tce.pr.gov.br.

    Serviço

    Processo nº:

    322426/11

    Acórdão nº

    3804/15 – Segunda Câmara

    Assunto:

    Tomada de Contas Extraordinária

    Entidade:

    Município de Cambé

    Interessados:

    João Dalmacio Pavinato, Instituto Atlântico, Arthur Eliaquin Montagnini e Marcos Antônio Serra

    Relator:

    Conselheiro Nestor Baptista

    Resposta

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: