Duas entradas, poucas saídas

do Zé Beto

Curitibano de olhar atento tem acompanhado, por dever familiar, visitas em hospitais que se orgulham nos textos publicitários de serem quase todo SUS, ou mantido quase exclusivamente pelo dinheiro público (que aliás sempre querem mais, mesmo reclamando dos valores remunerados aos que fazem o Juramento de Hipócrates, como os medicos). Notou que, tal qual nos anos 70 do século passado, há duas entradas – uma para os pacientes do SUS, geralmente simplória, e outra diferente, mais charmosa e limpa, para os particulares ou com planos de saúde privado. Igual ao que ocorria na época do INPS e depois INAMPS. Portanto, nada mudou com a tal Universalização de Saúde, prevista na Constituição de 1988, com o SUDS e depois SUS? O Ministério Público permite a existência de duas entradas distintas, como acontece nos Hospitais Pequeno Príncipe e Erasto Gaertner?

3 comentários em “Duas entradas, poucas saídas

  • 02/07/2019, 11:08 em 11:08
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    Consultei o velho aqui da casa e ele disse que no período da ditadura era ainda pior. Acesso a hospital só particular e quem pagava INPS, pouca gente já que a maioria das pessoas eram desempregadas, trabalhavam informalmente ou sem registro em carteira. Para estes sobrava a Santa Casa da cidade. Nela também havia duas entradas: uma na frente para quem tinha dinheiro, os demais iam direto para uma salinha lá no fundo do hospital. E posto de saúde era coisa rara. Aliás, os postos de saúde raramente tinham médicos e até produtos para fazer simples curativos costumavam faltar. Quem socorria a maioria dos doentes eram os farmacêuticos. E não tinha remédio grátis também. O Zé Beto deve se preocupar ainda mais: no governo do Bozo estamos rapidamente voltando aos anos da ditadura com a destruição dos direitos dos cidadãos que foram incluídos na Constituição de 1988.

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    • 02/07/2019, 15:42 em 15:42
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      Décio Paulino deveria dizer qual era o tamanho do pib,
      Número de população,
      E o investimento

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      • 03/07/2019, 12:19 em 12:19
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        Pois é, almeirão, nos anos da ditadura militar o PIB era muito menor do que hoje, a população também, mas a miséria no país era gigante. Abundavam boias frias e trabalhadores nas frentes de trabalho, gente que ganhava uma miséria e não tinha nenhuma garantia trabalhista. Mas o PIB cresceu fortemente durante a ditadura. Só que o povo brasileiro não se beneficiou do crescimento do PIB. Era aquela história dos generais presidentes. Primeiro crescer o bolo, depois distribuir. Bolo que nunca era distribuído e a saúde e a educação eram tratadas a pão seco e água. O Brasil seria um outro país, muito mais democrático, rico e moderno se não tivesse sofrido o golpe de 64 e as reformas de base propostas pelo presidente João Goulart tivessem sido implementadas. Só que muita gente imbecil e ignorante acreditava que João Goulart era comunista e queria implantar o socialismo através das Reformas de Base. Estamos revivendo um repeteco do que foi 64 e o povão já está voltando a sofrer, inclusive, na saúde pública…

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