Emerson Petriv recebeu do próprio veneno: mandato cassado por 14 votos a 5

Há alguns anos o SBT tinha um slogan que dizia: “Quem procura, acha aqui”.

O ex-vereador Emerson Petriv, de Londrina, tanto procurou que encontrou.

Hoje, durante uma sessão especial na Câmara que durou mais de 9 horas, o mandato dele foi cassado por 14 votos a 5. Ele é acusado de quebrar o decoro parlamentar. Além de perder o mandato, ele ficará inelegível por 8 anos.

Galeria com pouco público. Foto Assessoria da Câmara

Emerson Petriv começou sua andança política pelas mãos do ex-prefeito Antonio Belinati. Foi seu assessor de gabinete, quando este esteve na Assembleia Legislativa do Paraná. Também esteve na Codel, quando Belinati foi prefeito. Há alguns anos, foi alçado a assessor especial da presidência da Sercomtel, no governo do Barbosa Neto.

Depois que Barbosa foi cassado, resolveu seguir carreira própria. Tentou se apresentador de programa policia, sem sucesso. Quis organizar a primeira parada Gay de Londrina, sem sucesso. Candidatou-se a vereador e passou a andar pela cidade com uma bicicleta criticando, difamando e caluniando dezenas de pessoas, em especial políticos. Fez até uma votação expressiva, cerca de 1500 votos. Mas não se elegeu.

Continuou com a bicicleta pela cidade esgoelando-se sempre de forma agressiva. Alguns dos seus alvos principais eram os vereadores. Com isso conquistou dezenas de processos por calunia e difamação ingressados na justiça não apenas por políticos, mas também por empresários, profissionais liberais, pessoas de todas as atividades que se sentiram ofendidas por ele.

Há sempre um boa parcela do povo que não avalia bem em quem votar. Prefere o circo de horrores à solução.

Elegeu-se com mais de 11 mil votos. Foi o mais votado do Paraná.

Imaginava-se que, eleito, mudaria o comportamento. Não mudou. Continuou a senda de difamações, calúnias e agressões, inclusive contra os próprios pares da Câmara e alguns servidores.

Em oito meses como vereador envolveu-se em diversas polêmicas. Tumultuou o trabalho em uma Unidade de Pronto Atendimento; é acusado de falsificar atestado médico; gravou e constrangeu o diretor jurídico da Câmara; partiu para a agressão física com o vereador Jamil Janene; é acusado de ficar com parte do salário de assessor; foi condenado por crime eleitoral.

Hoje ele perdeu o mandato por ter feito uma “vaquinha virtual” para pagar uma multa imposta pela Justiça Eleitoral.

Dos 11 mil eleitores que votaram em Emerson Petriv, poucos apareceram para defender o ex-vereador. Dos processos de cassação ocorridos na Câmara – dois prefeitos e um vereador – este foi o mais previsível.

Foram 14 votos a favor da cassação e 5 contrários:

Favoráveis à cassação: Mario Takahashi (PV), Vilson Bittencourt (PSB), Rony Alves (PTB), Junior Santos Rosa (PSD), Amauri Cardoso (PSDB), Péricles Deliberador (PSC), Ailton da Silva Nantes (PP), Filipe Barros (PRB), Eduardo Tominaga (DEM), Estevão da Zona Sul (PTN), Felipe Prochet (PSD), Jamil Janene (PP), Pastor Gerson Araújo (PSDB) e João Martins (PSL).

Votaram contra a cassação: Roberto Fú (PDT), Daniele Ziober (PPS), Gui Belinati (PP), Jairo Tamura (PR) e o próprio Boca Aberta.

 

 

6 comentários em “Emerson Petriv recebeu do próprio veneno: mandato cassado por 14 votos a 5

  • 16/10/2017, 07:57 em 07:57
    Permalink

    loke é igual tiririca raleia mas ñ acaba! ninguém planta espinho e colhe rosa, isso estava desenhado! até acho que demorou pra acontecer c fosse no nordeste ele ja era! caixão e vela preta. O londrinense é muito ponderado! pra ñ dizer outra coisa. ganha a cidade, esse negocio que o cara doa dinheiro e pode agredir todo mundo tem que acabar, Viva Londrina! Viva o povo de bem..
    Vazzza!!!
    ja vai tarde!

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  • 16/10/2017, 09:18 em 09:18
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    lamentavel, não votei no vereador, mas ser cassado por fazer crowdfunding? really?

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  • 16/10/2017, 11:43 em 11:43
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    E o Felipe Barros quando vai ser cassado?

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  • 16/10/2017, 11:43 em 11:43
    Permalink

    http://www.fabiocampana.com.br/2017/10/calaram-o-boca-aberta/

    A sessão de julgamento arrastou-se por nove horas. Seu advogado, Eduardo Duarte Ferreira, repetiu as mas acusações e artifícios do processo de julgamento – todos rejeitados pela Justiça -, atacou nominalmente os desaftos do cliente na Câmara e fez acusações graves contra o presidente da comissão processante, Rony Alves. Ou seja, aplicou fielmente o ditado de que “a melhor defesa” (já que não havia como defender o cliente diante da robustez das provas) “é o ataque.

    A encenação de Boca Aberta ao se defender foi grotesca. Parecia ter ensaiado – e muito mal – para uma cena de filme crash.

    Londrina, assim, livrou-se dessa excrecência pelos próximos oito anos, período em que Boca Aberta, agora Boca Silenciada, estará impedido de concorrer a cargo eletivo.

    Mas a cidade continuará convivendo com eleitores que, nesse episódio como em outros – notadamente para o Executivo -, demonstram incontida propensão a destruí-la com suas decisões ruinosas.

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  • 16/10/2017, 23:24 em 23:24
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    gostaria de perguntar pra quem ta achando lindo a cassação do boca aberta o que acham do vereador felipe barros que chamou trabalhador de vagabundo e nada aconteceu com ele?vcs não são trabalhadores: cobrem alguma atitude da camara contra esse idiota;

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